Música!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Poema de Sombras Deserdadas

várias de nós caminham
pela caixa escura, dura, nos procura
no tempo sem tempo de ninguém 
ninguém nos abre a porta
talvez essa maldita porta seja apenas
essa doce amarga ilusão 
o céu azul nos brilha
nos despe a pele sombras frias
o sol nos toca mas já não pressentimos
a desilusão nos banha mas já não ligamos
depois já quase nada nos toca
quanto ver dançar o pensamento
procuramos no final da partitura
revoamos nas asas o nosso adeus
nossas milhares de sombras 
entristecem não saber voar
neste deserto de sol desconexo 
lágrimas que não adiantam 
derramar 

 

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