no chão tremem as sombras
derramam assim como lágrimas
a dor do outro é também nossa
o que ele escolhe não ver
escolhemos não sentir
véus erguem-se sob a percepção
o que dói é o desencontro
ambos errados, teimam terem certezas
assim o homem constrói seu preconceito
espaço onde julga o vazio do outro
se fecha na sua caixa e não percebe
a multidão de caixas ao seu redor
se encolhe e fica paralisado no tempo
preso no espaço de sua pequenina caixa
assim as vidas se desencontram
assim a violência é gestada
assim a prisão é cultivada
esse mesmo homem
que nasceu para voar
imaginar as impossibilidades
sorver o infinito
nas palmas das mãos
perde tempo
preso dentro de sua caixa
Luiza Maciel

2 comentários:
Talvez seja a caixa de Pandora. Ou não? :)
Um beijinho, Luiza :)
Talvez AC! E talvez seja uma outra caixa dentro da caixa dentro da caixa...de um infinito de caixas.
Beijinho :) !
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