bastava escorrerem
os delírios pela boca
estes que segredavam ao ouvido
o som da chuva
as sensações brotavam
como flores na pele
despetalavam indecifráveis
o véu se erguia infinito
as sombras dançavam seus prantos
gota a gota
recolhidas por mistérios
na beira da nossa
nua, crua e tua
imersão
*

2 comentários:
Li e reli este teu excelente poema.
Parabéns pelo talento poético que as tuas palavras sempre revelam.
Bom fim de semana, amiga Luiza.
Beijo.
Grata Jaime pelo olhar poético. Um beijo.
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