domingo, 25 de junho de 2017

Poema de toda, tanta

de toda, tanta beleza presente
o mar soube como sempre
nos encantar com seus brilhos
a nos afagar com suas águas 
no toque da pele
os barcos deslizavam melodias
e era a infinitude que nos beijava
o sol nascia no início do traço 
rasgavam as sombras ao meio
e a verdade se via discreta
nenhuma ilusão nos tinha
as coisas se eram, nós estávamos
prenhes de ternura
dessa vez era a simplicidade 
que nos abraçava 
e nos cantava bem baixinho
o nosso desesperar
os barcos se iam 
acenavam uma nova viagem

a vida tem dessas coisas 
de nos trazer encantos
entre tantos entretantos 
tanto enquanto nascer
quando a coisa nos toma
e nos mostra seu vazio
quando o ser emerge da coisa
e o sonho se vê


Arte: Claude Monet
"nascer do sol"


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