terça-feira, 27 de junho de 2017

Poema do silêncio das coisas

o silêncio das coisas nos captura
a natureza se movimenta em vórtices
ciclos de gestações, vidas e mortes
das presenças e das ausências dos sentidos
crescer é deixar o vazio nos tocar
guerrear contra as vidas e contra as mortes
à qualquer custo
abrir espaço para as coisas dançarem
dentro de nós
aquela árvore de Monet quer nos sussurrar 
seu mistério
aquela obra de Picasso quer fragmentar
o que em nós precisa ser quebrado 
desesperadamente
aquela obra de Van Gogh quer nos mostrar
a natureza das essências, dos redemoinhos, 
dos ventos, dos tempos em movimentos
aquele amor quer te fazer sonhar, 
sorrir, chorar, cantar, viver, ser, amar
aquele desamor chega para se ir
aquele final de música quer nos revelar o início 
daquilo que não tem nome 
e fica mesmo quando se vai



Arte: Claude Monet
Jardins Sales Antibes



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