um convite já não adianta
a ferida aberta sangra
já se foi tempo demais
feridas demais
hoje não te darei esperanças
o meu desesperar canta
nosso sangue dança pela estrada
funde no tempo que se foi
junto com um tempo que nunca será
através do tempo que está
lacrimeja o tempo sem tempo
na gota da nossa infinitude
cante todas as músicas mesmo assim
e jamais pare amor
para que um dia depois de tanto cantar
alguém te escute
e como um beijo
alguém possa te amar e se perder
e que de tanto amor
o sol possa nascer

Um comentário:
Oi, querida Luizinha!
Um fantástico poema onde se vê bem a dor do amor.
Beijinhos e bom final de semana.
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