192o Desafio poético com imagens da poeta Tânia Contreiras!
A imagem é uma pintura de Rene Magritte.
um ovo em uma gaiola
um ovo em uma gaiola
um ovo em uma gaiola
um ovo em uma gaiola
nascemos em uma prisão
ninguém nos salva dessa gaiola
ao nascer, ao crescer, ao morrer
continuamos dentro da gaiola
é sonhar a liberdade
com uma porta aberta
para outra gaiola ir
ou imaginar que vamos
para outras gaiolas
sem sabermos presos
estamos dentro da mesma gaiola
aquela mesma que nascemos
ao nascer, ao crescer, ao morrer
continuamos dentro da mesma gaiola
e embora tentemos
não é possível enfeitar a dor
de ser sempre um ovo
preso dentro de sua íntima gaiola
Luiza Maciel Nogueira

3 comentários:
Tu tens imensa razão, querida! Então, não é k toda a nossa vida, nossas atitudes, etc. são ovo numa gaiola, ora por isso, ora por aquilo.
A imagem casa, lindamente, com teus versos.
Big abracinho, menina sensível!
Luíza,
Um poema excelente, filosófico que harmoniza com a profundidade
excelente e original da arte de René Magritte (riqueza na simbologia...).
A gaiola é mental, o espaço mental aprisiona e também liberta,
mesmo assim, cada um com sua gaiola mental...
Beijinho.
Te dejo mi blog de poesia por si quieres criticar gracias.
Me gusta mucho el tuyo.
http://anna-historias.blogspot.com.es.
Postar um comentário