Música!

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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Poema do redemoinho a girar

devo parar de mesquinharias
a enfeitar o silêncio com palavras bonitas
beijar tudo aquilo que me resta
aquelas lembranças traiçoeiras
devo aprender a esquecer de vez em quando
o bonde a andar sozinho
alguns versos tem que aprender a se virar
na estrofe até transformar-se poema 
seguido pela mutação dos sonhos
ao revisitar a pele do desconhecimento
devo me desapegar das idéias 
e ficar só com a essência daquilo
a não esquecer do vôo das borboletas
que o que importa estará sempre
escondido em um pedacinho 
de ínfima infinitude a bailar
num pontinho de pupila
em redemoinho primevo
até multiplicar redemoinhos em toda parte
e então ser universo 
aquele nada a dançar

*


















5 comentários:

Jaime Portela disse...

Todas as coisas importantes da vida começam por um "pontinho de pupila"...
Excelente poema, gostei imenso.
Bom fim de semana, querida amiga Luiza.
Beijo.

CÉU disse...

Querida Luizinha!

E que trama de poema, hein! Parece k tudo está emaranhado, mas a beleza de suas palavras culmina em grande.

Beijos e boa sexta.

AC disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Luiza Maciel Nogueira disse...

AC enquanto eu contemplava teu comentário com a maior satisfação apertei o botão excluir sem querer risos. Não levo jeito para essa tecnologia de clicar em espaços mínimos. Já fiz tanta besteira com esse negócio de clicar nas coisas. Mal aí foi mesmo sem querer. Um beijinho!

Agostinho disse...

É isso mesmo, Luiza, num nico cabe o universo. Basta acendê-lo de luz.
Não te esqueças de guardar o comutador da poesia. Faz Clic!

Bj.