| Poesia Luiza Maciel Nogueira (Nanquim sob papel) |
Relato sobre o silêncio e a poesia:
I.
quando a poesia
encontra o silêncio
quando o silêncio
encontra a poesia
: nasce a música
quando a música
encontra um destino
: nasce um repente
que de repente se vai
(...)
Luiza Maciel Nogueira
quando a poesia
de repente se vai
leva consigo a alma
o papel pede histórias
: nasce a prosa
quando a prosa
flui etérea ritmada
com linguagem surpreendente
traz de volta a poesia
: nasce a prosopopeia
(...)
Jose Couto
Quando a poesia
Se cala se emudece
Leva consigo a alma
O corpo se esquece
: nasce a onomatopeia
Quando o som é sentido
O prazer de um gemido
Leva em si a beleza
Libera a poesia presa
: nasce a contemplação
(...)
Manoel Gonçalves Manogon
Reveste-se de Luz
Traz em si toda clara essência
Esculpida nos recônditos.
O silêncio que emana
Transcende a alma
Então o poeta se desnuda
Como uma primavera...
: nasce assim outra estação
(...)
José Regi
a poesia corre
demasiado depressa
depressa
não paremos de sorver
cada silêncio
como nosso último beijo
às vezes confesso
contemplo os teus passos
mas prometo
só dura um segundo
até beijar o chão
debaixo dos meus pés
e seguir esse passo a passo
rumo ao infinito
Reveste-se de Luz
Traz em si toda clara essência
Esculpida nos recônditos.
O silêncio que emana
Transcende a alma
Então o poeta se desnuda
Como uma primavera...
: nasce assim outra estação
(...)
José Regi
| Poesia Luiza Maciel Nogueira (Nanquim sob papel) |
II.
a poesia corre
demasiado depressa
depressa
não paremos de sorver
cada silêncio
como nosso último beijo
às vezes confesso
contemplo os teus passos
mas prometo
só dura um segundo
até beijar o chão
debaixo dos meus pés
e seguir esse passo a passo
rumo ao infinito
(...)
Luiza Maciel Nogueira
O infinito são todas as possibilidades que dispomos
Neste nada contuso que se soma.
A esperança de ver chegar aquele amor
Que marcou como cicatriz
E que por medo de viver sorveu em saudade.
A saudade dorida
No gosto daquele beijo solitário
Ainda morno na boca Faz eriçar a pele.
A mesma pele que um dia tocaste
Com minúcias de eternidade
Durante os instantes apressados na hora de ir...
José Regi
III.
quero um silêncio
regado a poesia
um gole de música
breve
onde possa banhar
a saudade
daquele pedaço
de esperança
que pelas entranhas
ainda dança
por não saber
te esquecer
(...)
Luiza Maciel Nogueira
*
IV.
sorvi nos lábios o silêncio da poesia
que pela garganta se foi
como nutrir um exército de poetas?
te pergunto
e fazer com que todos despertem?
te questiono
: deste sono sem cor
vai poeta cantar!
(...)
Luiza Maciel Nogueira
*
V.
cantar a poesia de todos os jeitos
reinventar as cores dos versos,
os tons desses ventos incertos
bagunçar as palavras errantes pelas linhas
te procurar, te perder e te encontrar sem nem te avisar
sem te dizer do silêncio que paira
sem te sussurrar baixinho a música
que atravessa os tempos
esquecer de te esquecer para sempre
porque a poesia essa sim
a poesia é flor do tempo que se abre
ao despetalar
onde o pensamento não consegue
alcançar
(...)
Luiza Maciel Nogueira
Um comentário:
Desvincule-se de tudo isso, Luiza. A poesia não é exclusiva dum ser, mas cada um sente-a à sua maneira. Não há fórmulas, pode crer!
Um beijinho :)
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