quem sabe qualquer dia
não nos ensinem a linguagem do silêncio
dos pássaros, dos ventos, da chuva,
das árvores, do mar, dos rios,
das estrelas, do sol, da lua,
da vida, do tempo, da infinitude
assim sem mais
aí sim talvez a distância
não nos seria distância
mas sentimento que vibra, pulsa e dança
e qualquer drama se dissolveria
na oração dos pássaros, no assovio dos ventos,
no som dos pingos da chuva,
no canto das ondas, dos rios,
das estrelas, do sol, da lua,
enfim da vida, do tempo, da infinitude
talvez aí sim, apenas talvez
nossa língua despertasse os corações
à espera da verdade
*
3 comentários:
Aprendi que nesta vida tudo é possível.
E acontece muitas vezes quando e onde menos esperamos.
Grata Pedro! Claro que possível, embora seja um pouco irônico este poema que só os muitos atentos perceberão. Embora tal ensinamento seja um longo longo bem longo caminho de aprendizado nunca inteiramente aprendido, mas sempre aprendiz. Um abraço!
Uau, Luiza! Está tudo aí, é isso mesmo.
(Infelizmente, todos o sentimos, a humanidade parece girar em sentido contrário, trocando, cada vez mais, a liberdade de SER pela aparente abundância do TER)
Um beijinho :)
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