respirar o aroma do mato
ser como o mato
a desabrochar vida na relva
ser sem ter que ser algo mais
naturalmente natureza
silenciar para comemorar a vida
em cada ser
as árvores, o tempo, os passarinhos
a música, a poesia, os homens, a finitude
as conexões imperfeitas
as árvores, o tempo, os passarinhos
a música, a poesia, os homens, a finitude
as conexões imperfeitas
percebe como é inútil resistir
vale o que valer enquanto poesia
enquanto estrada densa
vale libertar pássaros
descansar na relva
soltar o tempo dos ponteiros do relógio
ser na simplicidade de sentir
pois no final só tu
só tu
nada mais
ninguém
sentirá tua respiração
nada mais
ninguém
sentirá tua respiração
Um comentário:
Um poema muito belo!
Beijo.
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