Música!

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Poema em oferenda de carnaval


para ti ofereço palavras sem destino
como asas em céu noturno
o único fragmento que sobrou de mim

além do mar
na beira do teu sorriso
além do sol
no toque da pele
além do cansaço
de todos os dias

é carnaval
e te chamo para dançar
como se amanhã não houvesse


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Som

como todo verso
nasceu de repente
embebido de silêncio

abandonou sua cruz
lentamente em um único acorde
desistiu de mentir para si

descansou o corpo na terra
pousou seus ouvidos no chão
escutou atentamente
e fez sua última canção

já nada mais importava
além do som da terra
além do som do amor



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Haicais em desatino

lírios e lábios
desejos de céu
asas de amar

cais em garoa
perfume de jasmins e sol
luz nos olhos

dançam os lábios
na umidade da pele
o brilho do sol

nos vãos do silêncio
arde a atmosfera
de um beijo


*

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Eleva


não sei qual pele
percorrerá teus anseios
embriagados de beijos,
enebriados de desejos,
mas sei que o céu
nasce e mora em ti
cresce, morre
e se eleva em ti

estive aqui: http://hrsoares.blogspot.com/2012/01/toda-ternura.html
estive um outro dia aqui: http://marcosvieiras.wordpress.com/2011/12/29/beija-flor-visceral/




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sobre algum silêncio XI


uma pétala
sussurra seu mistério
no toque do orvalho
até as palmas das mãos:
o beijo perdido da água
convoca a pele
seu silêncio


estou também aqui nesse espaço maravilhoso: http://osilenciodoslivros.blogspot.com/

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pequenos infinitos

ínfima gota
sorve infinitos
na ponta dos lábios
cálidos
enquanto resguarda
uma nota íntima
que se multiplica
na interpérie
do silêncio

(dizia uma voz:
- assim a música nasce)

com alegria estive aqui:
http://casadepalavras.blogspot.com/2011/12/o-coracao-esse.html



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Haicais de um certo paraíso

(Paraíso1) 


liláses esferas
eternizam as horas
em vendavais

flores pousam nos olhos
enquanto cores voam
como pássaros na íris

rio de cores suaves
enaltecem a pele
de luminosidade



*

estive essencialmente em desenho por aqui, junto com a poeta maravilhosa Dade Amorim: http://umbigodosonho.blogspot.com/2012/01/palavras-e-coisas-vezes-se-perdem-umas.html

e outro dia estive em haicais também por aqui, junto à voz de MeandYou:


domingo, 8 de janeiro de 2012

Sobre algum silêncio X

contornos traduzem
brio nos fios das folhas
curvas sugerem ternura
incendeia a palidez
do horizonte

brota paixão
nas asas finas do tempo...


desenho: Abre Caminho

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Queda

um corpo cai
outro lhe arrebenta
em poucos segundos
o equilíbrio se altera
e a fúria dos dias
vão e vem
em atmosfera,
cais e perfume
quando ainda
é vento
em caos, na íris
do tempo

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Haicais de ano novo


nasce o ovo novo
sai da casca
ano novo!

novo ano
embriaga o céu
de novos pássaros

brota o ano
rega e nutre os dias
terra, chuva, sol e ventania




terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Fragmento


urge a mensagem das conchas
nos ouvidos
um silêncio sereno em suspensão
nos mares das ondas nos olhos
em contraste o caos do peito
que não sossega
vibra incessantemente
como súbita fragmentação















(2008)

Fragmento mínimo

explodir em verso 
na inquietação insone 
do silêncio sem fim 


feito coração 
no esforço de espalhar
fragmentos de si




Fragmento sem perdão



te cobri de pássaros, música e ternura 
te vi com os olhos nús na essência dos sóis 
quando tombam no prazer do horizonte 
e se revoltam em arco-íris e nuvens 
em sombras e raios de luzes 
na revoada fina de um afeto sem fim






Fragmento perdido no tempo


Se te disser que não entendo
como teus olhos chovem,
como brilham quando sonham
no sumiço das malícias...
e te enxergo criança no parque a sorrir 
apenas inocente.

Depois recordo do tempo perdido
em desconfianças.
Desconfiava que teu sorriso
um dia pudesse matar toda minha solidão
que tinha na palma da mão.
E isso era tão real quanto aquela canção
perdida no tempo, nunca encontrada
jamais confessada somente engasgada
cruelmente fadada em silêncio
como forma de oração.


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sobre algum silêncio VII




enquanto buscava
por uma música para sussurrar
nos teus ouvidos,
tão logo ainda já diga adeus
a canção nunca feita para ti
mora em algum lugar de mim
silenciosa, vibra por aqui
e quase a escuto
e quase te digo...



sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Poetássaro


(para Eugenio Sorel)


o sorriso do palhaço
faz caminho onde a poesia mora
e as crianças riem soltas
quando dançam sob teus olhos
dançarinas atingem o brio
quando lançam cometas
em truques de mágica,
no teu verso equilibrista
em palavra contorcionista
de poema voador

(Mia Alari)

veja o amigo secreto inteiro em:
http://tremdalira.blogspot.com/



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Sobre algum silêncio VI



algo sussurra 
infinitamente
como se quisesse 
desafiar o tempo
em salto repentino
e nos chegasse
ternamente nos ouvidos
a doce oração da terra

mas humanos que somos,
não a escutamos...


Pássaros em ondas sonoras

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Da palavra que se constrói







Os jasmins, lírios,  
ou até flores da violência 
que hoje regas
um dia crescerão sob o céu
claro ou escuro
crescerão um dia
revelando seu perfume
sob as mãos, nas narinas


e até o que inspiras
dizem que é escolha:
tua