Mostrando postagens com marcador tríades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tríades. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Fragmento de ternura
I.
tua pele
abriga meu corpo
teus braços
em abraço
irradia
II.
beijo
tua pálpebra
cansada
no fundo
dos teus olhos
úmidos
de orvalho
inspiro sol
III.
tuas mãos
atingem o toque
das esferas em brio
IV.
quem dera
plantar sementes
no fundo dos teus olhos
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Sem direção
I.Pimenta
ciclos regem a boca
carnuda
de passos largos
feito mistério
de pele em sopro
(sensação)
arde até o dente
II. Borboleta
céu
entre frestas de sol
asas e asas
sem chão
só água
III. Pingo
parte um pedaço
da minha inocência
sem lembranças : rubra
a palidez me encherga
branca
prefiro o silêncio
a qualquer
- desamor
ciclos regem a boca
carnuda
de passos largos
feito mistério
de pele em sopro
(sensação)
arde até o dente
II. Borboleta
céu
entre frestas de sol
asas e asas
sem chão
só água
III. Pingo
parte um pedaço
da minha inocência
sem lembranças : rubra
a palidez me encherga
branca
prefiro o silêncio
a qualquer
- desamor
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Toque
I.
achei que podia
beijar o infinito
e com um estalo
tudo ficaria
re(sol)vido
II.
minúscula
até cabia
na tua palma
(vazia)
III.
é pouco tempo
de vida
como gota que cai
ou nota que se esvai
um dia
(finda)
(Experiência com carvão natural e aquarela
por Luiza Maciel Nogueira)
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Poema de surdez
se a vida não disse
assim preto no branco
que não venha a verdade
me cobrar por sangue
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Poema Mãos
(Estudo das mãos - por Luiza Maciel Nogueira)
1. anseio
por um anseio
pelo breve relato das mãos
ouvi tocar a música
semente que evoca
não é mais que tentação
2. toque
na maciez da pele
o toque das mãos
gesta ternura em beijos
o toque lá e aqui
cria a ação
3. ação
enquanto as mãos
passeiam, vão e voltam
tocam o céu
depois quando chegar sua hora
semente brota
enche o mundo
de cor, música, ilusão
talvez com amor
embora nem sempre
seja possível amar
terça-feira, 5 de abril de 2011
Poema Lágrima
(por Luiza Maciel Nogueira)
1. Como a chuva
quando a lágrima
derrama seu corpo
sob a face
é preciso esperar
nascer a dança
(esperança)
2. Lago
renasce
um lago de ausências
um lago de ausências
sob os olhos
reflete a lágrima
o mundo do olhar
reflete a lágrima
o mundo do olhar
enche de mar
as montanhas da ilha
as montanhas da ilha
(solidão)
3. Nascente
percorre o infinito
lembranças, despedidas,
angústia, tristeza, ilusão
angústia, tristeza, ilusão
uma gota cai
e outra nasce
e outra nasce
sob a face
quarta-feira, 9 de março de 2011
Poema de céu azul e pássaro
(tranquilo - por Luiza Maciel Nogueira)
Quando
não tenho mais
não tenho mais
tanta pressa
que o poema
nasça quando
quiser
sob os dedos
cante
ao meu amor
quando assim
ele se for
Sob o céu
acima nasce
outro horizonte
ainda azul como tu
ainda pássaro
equidistante
ainda vivo
sob o céu voaria
em eterna poesia
Ternura sob asa
velo o horizonte
que azul percorre
as retinas do olhar
corre ave e voa alto
onde qualquer
desencontro encontra
a asa
pousa onde deve
e deixa que um dia
azul te leve
acima nasce
outro horizonte
ainda azul como tu
ainda pássaro
equidistante
ainda vivo
sob o céu voaria
em eterna poesia
Ternura sob asa
velo o horizonte
que azul percorre
as retinas do olhar
corre ave e voa alto
onde qualquer
desencontro encontra
a asa
pousa onde deve
e deixa que um dia
azul te leve
quarta-feira, 2 de março de 2011
Poema do café pela manhã
(Café 2 e 3 - por Luiza Maciel Nogueira)
1. Primeiro gole
sorver nos lábios
o prazer do aroma
ao que finda
despertar o passo
arregalar os olhos
encontrar cor
2. Aroma
a essência das manhãs
no parque dos girassóis
os goles de sol
até o efeito passar
3. Efeito
desperta a pele
e o olhar
chega de sono
hora de acordar
depois por favor
enche a xícara
mais café
mais café
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Poema Fogo
(Chama - por Luiza Maciel Nogueira)
1. Brasaardor em flor
brota uma lágrima
de fogo em brasa
2. Chama
o ar queima
dança a labareda
tremeluzem ritmo profundo
o vento nutre a chama
lâmina luminosa
sorri na escuridão
3. Fumo
irrequieta flama
sopra no ar
o sopro do fim
silvestre lume
fumo espesso
nuvem de desejo
dança ao céu
.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Poema Mar
(Mar III por Luiza Maciel Nogueira)
1. Onda
sopra o vento
toca na pele da água
cede seu vigor
suscita seus mistérios
na fúria do mar
nasce a onda
2. Maré
o sol e a lua
emergem canções
atentamente
o mar escuta
depois recita
os sons da vida
3. Sal
os rios, as rochas
abrigam
todo sal do mar
se reunem
para luzir no oceano
o seu amor
Poema Brisa
1. Beijo
ar solar, brisa do mar
o horizonte nasce
quando sobressai o ar
já rarefeito de tantos sais
o lume na pele
inicia um beijo
de ventania breve
2. Ciclo
inicia o dia
com um beijo de ventania
embriaga de prazer
o manso vendaval
gira no horizonte
a morada do ar
vai em vem
vem e vai
apenas segue
sua sina
3. Passagem
ternura em flor
o amor, o toque e o beijo
no tempo tudo isso dura
apenas enquanto
depois passa, flui
deixa que um dia
se vai
depois serão
outros ares
escrito em 10/02/2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Poema Flor
(Luiza Maciel Nogueira)
tremeluzia ela
nas mãos
delicada e leve
de silêncios e maciez
a ternura na pele
ao sabor do delírio
arrancava todo fel
2. Espinho
na ânsia das mãos
a lâmina fez o corte
imprescindível
doce delírio
amargo mistério
já com cautela
inebrio a flor
de lento desejo
3. Néctar
depois
espera pelo gole
o doce suco
da flor do tempo
o ritmo do prazer
em suave delírio
brisa do mar nos olhos
com pálpebras fechadas
o perfume do amor
até a garganta
gotas de luz
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Amor sim
(desenho de 2008 - Luiza Maciel Nogueira)
1.
quebro a pedra
tiro o sumo
bebo o néctar
2.
quando o muro caiu
construí outro
ter-te seria só uma vaidade
que não aguentaria
tanto tempo assim
3.
amor sim amor
ternura pra ti
não tanto que te iluda
mas um bocado que te preencha
depois pra vida nascer feliz
nos olhos derramei sementes
na pele ofereci carícias
beijei os olhos uma última vez
soprei uma luz até ti
porque amar é também voar
não tanto que te iluda
mas um bocado que te preencha
amor sim amor
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Água rara III*
(Chuva - por Luiza Maciel Nogueira)
1.
sussurros na mata
adiam o anúncio da chuva
trazem a lágrima do céu azul
brisa gentil, doce perfume
a paisagem seduz os olhos
de água rara, saudosas gotas
o céu cinzento perpassa o tempo
(oceanos ecoam)
2.
o tempo passa
mas o amor permanece
sempre em quem ama
é que a beleza quando toca é infinda
e o instante carece de ternura
quando os olhos se perdem
no cansaço de uma espera
mas o amor permanece
sempre em quem ama
é que a beleza quando toca é infinda
e o instante carece de ternura
quando os olhos se perdem
no cansaço de uma espera
3.
(água amor)
(água amor)
a raridade de uma gota
envolta de amor
envolta de amor
oceanos de desejos
que se desmancham
mares de esperas
que se cansam
ondas e ondas
de amor
* a série água rara é influência de Vinicius de Moraes e todos os poemas intitulados de "água rara" e os desenhos de gotas é uma homenagem ao grande poeta que canta “A felicidade é como a gota de orvalho numa pétala de flor, brilha tranqüila Depois de leve oscila e cai como uma lágrima de amor.”!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Desde já
(Pássaro sobrevoando o mar - por Luiza Maciel Nogueira)
1. Ponto final
ponto final amor
ponto final
chega de vírgulas
dois pontos, parágrafos
ponto vírgula e travessão
vá voar, vá rir, vá ser feliz
e por hoje é só!
só tenho vocação
para te amar
e ponto!
ponto final amor
ponto final!
2. Mística
pássaros, árvores,
mares e ondas
rumo à essência
do olhar novo
instante primeiro
a dança das ondas
no olhar derradeiro
enquanto embriago
os olhos de mar
a pele em ondas
os pássaros cantam,
as árvores sussurram
a canção da ventania
e meu mar é todo teu
simples assim
3. Introspecção
quando só
solidão
papel vazio
crio versos
todos para ti
sem saber
quem és
e onde posso
te encontrar
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Poema desejo
1. Ânsia
sorvi sem saber
da eternidade que pulsava
na ânsia das nossas mãos
à espera do retorno,
da ternura e do silêncio
2. Insensatez
os delírios clamam
por insensatez no sabor
em uma pétala de céu
inebrio a noite enluarada
sem a lucidez da gota
a tremeluzir na escuridão
profunda de um beijo
3. Lábios
nos lábios do desejo
dançam labaredas
em ritmos pautados
garoa, doce perfume
a delícia das carícias
na maciez da pele
o início do amor
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Entre moradas
(Rio que desagua no mar - por Luiza Maciel Nogueira)
1.
amanhece um desejo vago
de ternura passageira
na maciez dos beijos raros
olhos de gároa mansa
leve como brisa
a cantar a oração do ar
1.1
(tudo adianta,
tudo vale a pena
e em comunhão
tudo dança
no instante já)
2.
os ponteiros passam
na mudez de outrora
sem elo que entorne
o espaço da partida
derradeira
3.
o sem tempo
da beleza
arde os olhos
(até goteja)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Água Rara II
(Gotas são pássaros - por Luiza Maciel Nogueira)
cada lágrima habita um enigma pássaro
a vibrar na face, na chuva, no mar
molécula de beleza e liberdade
que dura o tempo do enquanto
enquanto a dor falece seu encanto
2.
Pássaros voam e pousam pelos olhos.
Oceanos e oceanos. Mares e mares.
Sendas, passos, traços,
cautela amor que não tivestes.
Mergulhastes na profundeza do verso
e a mudez do som que criastes em ti,
da intimidade com o nada que já disse,
é tanto.
3.
se o esquecimento
ainda não lhe bastastes
me procura nos pássaros,
no silêncio, na chuva
busca sem fim
o detalhe no instante
e a música virá
espera...
(escuta)
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Rascunhos
1.
o poema
que queria
não existe
fora dos olhos
por isso
calei
2.
inventar palavras
que acalentem
a solidão
3.
criei-te
para o tédio
mas sei amor
não existes
o poema
que queria
não existe
fora dos olhos
por isso
calei
2.
inventar palavras
que acalentem
a solidão
3.
criei-te
para o tédio
mas sei amor
não existes
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Vista do Mar
(Vista do mar - por Luiza Maciel Nogueira)
1.
a brisa corre lisa pela pele dormente
desperta e amanhecem notas no corpo
o mar se desprende dos olhos
expande por toda pele até ti
2.
Deixo que teus raios repousem sob a superfície do mar
e que a ventania desperte o movimento das águas.
Folhas chuviscos, brilham em tênues fios de aranha.
Além do silêncio, das árvores, do cantarolar dos pássaros,
do vento e das folhas chuviscos em espirais a girar
até os braços da terra, solo, chão continuamente
enquanto versos e músicas acontecem.
3.
(Notas da ventania ecoam na floresta
com o coro tímido dos pássaros,
ao fundo constantemente canta o mar.)
Assinar:
Postagens (Atom)

