Música!

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Deserto


(Deserto/de 2007 - por Luiza Maciel Nogueira)


Eu já tinha me esquecido dessa pintura feita a guache, ela só existe em foto na internet no meu antigo Flickr - na época eu não guardava os meus rabiscos eu os jogava fora. Nessa altura do campionato eu esqueci a senha do Flickr, eu até tinha deletado a foto no computador - ainda bem que guardei na internet, um dia a gente entende pra que servem essas tecnologias.



Pausa secreta


(Luiza Maciel Nogueira)


o singelo
no olhar do mistério
flor de desejo
em pele acesa

azul de tanto céu
a esperança da luz
no canto da sombra
serena em vão...



escrito em 18/01/2011


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Vale


(Rosa para colorir - Luiza Maciel Nogueira)



Quando cresceres vais ver 
o quanto passou desapercebido 
algumas flores que pairavam
no teu jardim.

É preciso regá-las diariamente, 
conhecer o seu perfume
não desperdiçar os olhos
em dissabores e desalinhos,
aproveitar a vida até o fim.

De verdade grande amor
ela passa tão rapidamente
logo mais não se vê
e passou sem nos tocar.

Por isso vale, vale o que vier
quando vier, se um dia vier.
Tudo vale quando vem
e se não vem, já se foi
e se foi também valeu.  

Não há nada que não valha
se respira e sente.
E se não sente,
morreu.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Busca


(Chuva para Vinicius- por Luiza Maciel Nogueira)


Procurei a gota, 
ínfima beleza 
que beija o corpo. 
Essência, lume, 
universo, vida, pó, 
mas um dia ela seca 
ou evapora. 
E então, como não 
dizer adeus? 
Renascer o canto 
sem resquício de mágoa 
ou passado. 

É quase impossível.
(eu sei) 







segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Lya Luft


(Rosa de aquarela II - Luiza Maciel Nogueira)



"DANÇA LENTA

Não somos nem bons nem maus:
somos tristes. Plantados entre chão
e estrelas, lutamos com sangue,
pedras e paus, sonho
e arte.

Nem vida nem morte:
somos lúcida vertigem,
glória e danação. Somos gente:
dura tarefa.
Com sorte, aqui e ali a ternura
faz parte."

por Lya Luft
(Para não dizer adeus, pg31)


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Grão


(Luiza Maciel Nogueira)

após muito sonhar
cheguei a uma conclusão
nada é pra mim
a música é de todos
quem quiser ouvir
a terá sob as mãos
na pele do coração
é assim, não é para mim
o grão sabe ser grão
apenas um
no meio da multidão
e sim, sim
em união




sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Poética da semente


(árvore vista de cima - por Luiza Maciel Nogueira)





nasceu semente 
de um fruto
e então caiu 
nos braços da terra
brotou, cresceu
criou raízes, 
tronco, ramos, folhas
sob o céu nublado
no horizonte 
se fez sombra
ninho onde os pássaros 
repousam, nascem, cantam 
aprendem a voar
sob o céu

(...)




quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Selo

Ganhei um selo de qualidade do blog Palavrasdocoração


agradeço e aí vai as coisinhas a serem ditas:

Nome: Luiza
Uma Música: Serve “Luiza” do Tom Jobim?


Dez coisas sobre mim:

1- adoro desenhar
2- gosto de Van Gogh e tudo que diz respeito a ele – foi quem mais me inspirou a começar a desenhar
3- eclética por natureza em quase tudo. Músicas, literatura, artes em geral.
4- gosto da natureza, ir ao parque ver principalmente as árvores
5- gosto de cantar e tocar umas notas – mas muito ruim mesmo, de passar vergonha
6- gosto de simplicidade em quase tudo
7- gosto de ler bastante, mas nunca acho que li o bastante
8- comecei um curso de pintura esse mês
9 – adoro receber flores só para desenhá-las em seguida
10- desenho e escrevo mais do que publico

Humor: Oscilante, mas procuro manter o bom humor.
Uma cor: todas, sem cor como que eu vou desenhar?
Como prefere viajar: de qualquer forma desde que seja para um lugar cheio de natureza.
Um seriado: House, mas faz tempo que não vejo.
Palavra mais dita por mim: enfim
O que achou do selo? Adorei recebê-lo.
O selo vai para os blogs: Não gosto na verdade de escolher poucos, queria escolher todos. Então fica assim para todo mundo que passar por aqui e sentir o chamado.

tudo bem mas é que não podia esquecer desses aqui:

http://ursulaavner.blogspot.com/
http://laramaral-teatrodavida.blogspot.com/
http://tremdalira.blogspot.com/
http://fictamors.blogspot.com/
http://vemcaluisa.blogspot.com
http://fouadtalal.blogspot.com
http://dabusca.blogspot.com/
http://ac-wwwinterioridade.blogspot.com
http://nydiabonetti.blogspot.com/
http://azultemporario.blogspot.com/
http://mileumpoemas.blogspot.com/
http://teresacristinaflordecaju.blogspot.com/
http://paulobecarehenrique.blogspot.com/
http://poesiacronica.blogspot.com
http://poesiadiversidade.blogspot.com/
http://passaroimpossivel.blogspot.com/
http://ribeiropedreira.blogspot.com/
http://infotocopiavel.blogspot.com/


são esses blogs com certeza muito recomendados!
e eu fiz um selo próprio para esses cantos que tanto gosto:


proponho que acrescentem a poesia favorita de vocês
o escritor favorito, filme que recomendam e porque escrevem?




Amor sim


(desenho de 2008 - Luiza Maciel Nogueira)

1.
quebro a pedra
tiro o sumo
bebo o néctar


2.
quando o muro caiu
construí outro
ter-te seria só uma vaidade
que não aguentaria
tanto tempo assim


3.
amor sim amor
ternura pra ti
não tanto que te iluda
mas um bocado que te preencha
depois pra vida nascer feliz
nos olhos derramei sementes
na pele ofereci carícias

beijei os olhos uma última vez
soprei uma luz até ti
porque amar é também voar
não tanto que te iluda
mas um bocado que te preencha
amor sim amor




quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Três em um


(Árvores, prefiro árvores - por Luiza Maciel Nogueira)


PASSOS


pretendo esquecer a mágoa
afundar o corpo na água
limpar o atraso do passado
sorrir para o horizonte
sem preocupar-me 
com o futuro da pele no ar
sem tantas lembranças
sem tanta tristeza
sem tanta ansiedade
pretendo parar de jogar as cartas
escolher o meu caminho

depende só do destino







(Sem pudor - por Luiza Maciel Nogueira)


TODA TERNURA

toda ternura no olhar
explode o amor pelas paredes
a pele arrepia em delírio
segreda seus desejos
derrama beijos
no horizonte do silêncio
corpo abraça corpo





(Quebra-cabeças na praça - Luiza Maciel Nogueira)


LUCIDEZ MOMENTÂNEA

a verdade não insiste amor
persiste nas retinas 
sem tempo que atrapalhe a sua cor
sem violência que a sustente
a verdade só é
não bate, não desiste, não maltrata
a verdade mata



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011


(Rosa de aquarela - por Luiza Maciel Nogueira)


"rosa de aquarela
com um vermelho tão vivo
dando cor ao galho"



*Teresa ofereceu ontem esse haicai para a imagem da rosa.
Agradeço, adoro haicais.



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011



(Ipê e pássaros migratórios por Luiza Maciel Nogueira)



"venta e leva
pra longe do ar
no abrigo da terra"

Augusto C. Alencar




Lá no SemprePoesia

Ontem estive lá com a poesia de Úrsula:
http://ursulaavner.blogspot.com/2011/02/fio-de-vida.html


Ofereço essa rosa em retribuição à Úrsula e suas poesias:



(rosa de aquarela por Luiza Maciel Nogueira)


Grata pela beleza e poesia.

Luiza Maciel Nogueira


domingo, 6 de fevereiro de 2011

Só árvore


(árvore de aquarela - por Luiza Maciel Nogueira)



árvore beira canto
pura e simples, sem manto 
no entanto, quando sopra e venta
árvore se agita, braqueja




sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lá no PoesiaDiversa

Lá estive ontem:

http://poesiadiversidade.blogspot.com/2011/02/affonso-romano-santanna-poema.html

http://poesiadiversidade.blogspot.com/2011/02/carlos-drummond-de-andrade-poema.html

Era mais fácil nunca mais ver, evitar falar e se encontrar. Era mais fácil dizer nunca mais.



- Faz um mês que eu ligo Mia e você não atende achei que estavas mal...só aqui mesmo na biblioteca sabia que iria te encontrar. Só não sabia que gostavas de ler teses, qual é?


- A tua Fábio, estou lendo a tua tese.


- Não sabia que gostavas de matemática.


- Não gosto.



(lúcidas linhas - por Luiza MN)




Manto azul

(pintura de Francis Picabia - 
Amanhecer na bruma, Montiguy 1905)




folhagens oram 
em findas tardes

sombras azuis 
se misturam no azul


em calmaria o 
silêncio passa

 o toque da harmonia no olhar
nos eleva para o paraíso




"O paraíso é, antes de tudo, um belo quadro"
Gaston Bachelard




quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Quando entardecer*


(Árvore do fim da tarde por Luiza Maciel Nogueira)



é tarde para se aproximar
é cedo para ir embora
é quase, é ainda, é enquanto
os amores forem escuros cantos
as avenidas forem de saudade
a pele do verso for desejo
a música uma dança de notas

espera da incompletude o verso
do silêncio um sopro, uma oração
do encontro o beijo, o abraço, 
o passo, o toque, o presente
a vida um universo de possibilidades
é tão tarde, tão cedo, tão já




Empurrão




- As nossas dores são tão banais, nossos amores tão infantis, nossa felicidade tão triste, tão frágil... O medo é uma porta Fábio, mais um passo e caímos no abismo...o medo é desejo de cair em forma de dor... 

- O medo é humano Mia... (pausa) todos queremos nos sentir seguros. 

- Poucos mergulham no desconhecido por opção Fábio...a maioria das pessoas são empurradas a...

- A serem fortes, frias e neutras...com o tempo nada as toca.

- A serem frágeis Fábio, não há fragilidade maior que fingir que nada toca, não há imbecilidade maior, não há desperdício maior...

- Mia, as vezes isso também é tão humano quanto...todo mundo tem um canto que prefere que fique no escuro...nem tudo toca, nem tudo é fingimento, nem todo silêncio é frieza Mia. Por vezes o que não toca não é frieza, mas falta de sintonia...nem todo mundo tem isso um com o outro. Aliás são poucas as pessoas que fazemos conexões fortes o suficiente para abalar as nossas vidas...poucas, muito raras. A vida Mia é feita também de desperdícios, condição intrínseca para os encantos valerem a pena...