em ruínas permaneciam as rosas
em cima do muro
em chamas de encanto
ardiam no fogo,
as flores queimadas,
o tempo perdido
o caos das lágrimas
derramadas
no seio de tanta esperança
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Para esquecer
é madrugada
e já não sei o que dizer
palavras não alteram teus olhos
não fazem com que me beije
nem me acalente nesta noite
um resto de ternura por favor
para sonhar que ainda existe
espera que seja ao final encontro
ridícula, continuo a sonhar infinitudes
nos teus lábios, na tua pele
em tudo ao redor de ti,
mas deixo morrer a palavra
que não chega nos teus olhos
o poema que preciso desesperadamente
esquecer...
e já não sei o que dizer
palavras não alteram teus olhos
não fazem com que me beije
nem me acalente nesta noite
um resto de ternura por favor
para sonhar que ainda existe
espera que seja ao final encontro
ridícula, continuo a sonhar infinitudes
nos teus lábios, na tua pele
em tudo ao redor de ti,
mas deixo morrer a palavra
que não chega nos teus olhos
o poema que preciso desesperadamente
esquecer...
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Exercícios de sonhar ínfimos I
orquestra de sorrisos
em notas revolvidas de espera
nas cordas dos violões
orquestra que nunca vi
mas anda viva por aí
toca belas músicas de risos
gargalhadas em pautas
acordes em notas de luz
sorri um sol profundo
no ecoar das cordas
os pássaros voam
nunca vi, mas sonhei
e portanto existe!
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Um oceano III
perdi uns versos e deixei o silêncio corroer
tão vasto silêncio, senhor de toda beleza
que sempre dança sob tudo
fazer do tempo um oceano
ele dizia - indício de miragem
nos meus sonhos de livres passagens
numa orquestra de sorriso,
de pássaros em revoadas de luz,
de nunca ser tardio um encontro,
de ter amor em vez de muros,
de abraços e beijos em forma de música,
de pequenos paraísos nas palmas das mãos
e em cada coração
o tempo ora, faz sua prece
corrói palavras na beira de precipícios
e quase tudo é tardio
sábado, 1 de setembro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
*
eu não sabia que meu destino
era sentir tanta saudade
daquelas montanhas
a me sussurrar infinitudes
pedaços de amor inabaláveis
que se tornaram tão frágeis
e moram nos entretantos
daquilo que não tem nome
dos motivos que não sei mais cantar
nem tocar sequer uma nota
que moro no silêncio
e só sei esquecer palavras
(Luiza Maciel Nogueira)
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