(Vincent Van Gogh)
quinta-feira, 31 de março de 2016
terça-feira, 22 de março de 2016
Miragens, Lembranças e Encontros
(Simples)
1. Não é pra ti. Não se engane, nunca foi pra ti. Acreditava que era, que sim, mas não. Passou tanto tempo, tantas feridas, tantas palavras ditas pra um "ti" que existiu dormente. Dorme tranquilo que nunca foi pra ti, ou viva vivo que já não digo mais só pra ti. Mas o ti aqui é pra alguém, sim pra quem quiser receber palavras, achar que toca e pensar ou sentir que ecoa algum sentido e portanto é para ti. Sempre foi assim, a música da vida é pra quem quiser escutar, pra quem quiser. Não que isso seja vida, essas palavras vazias, tão cheias de nada. Flores de nada que te devo. Nada mais, nada menos que o que quiser receber da vida. Vida com perfume, com lembrança, com lume. E o lume é só por ser esperança e tanta chama. E a chama é por ser de vida. Vida e esperança ou são sinônimos ou se complementam. Talvez os dois, ou até mais. Não sei. Talvez.
Sabes que já não volto, que por não voltar também já não me arrependo. Fria, talvez mas chega de deixar que o tempo se vá assim tão depressa pelo ralo. Instantes luzidios, lembra? Pra isso se vive.
Da música, da escuridão e das solidões ainda soletro alguma luz, alguma esperança. Que a luz sempre foi feita da fé que nos habita, de algum sonho que ainda não morreu. Da espera aguardo somente miragens que só alimentam beleza nos olhos. Aqueles detalhes tão vivos que nos somam. E há tempos repito é no detalhe que mora a calma. No aparentemente simples e banal mora a beleza. Na verdade a beleza mora em todo canto, em qualquer miragem que já agora virou uma lembrança. E tudo isso é também vida, é também luz. Veja bem a lembrança permanece e que bom, mas o instante luzidio corre sem fim e é bom agarrá-lo também de quando em vez, quando ecoar nos olhos alguma luz. Nos olhos e no coração. Tudo isso são encontros que vivem, intimidades que repercutem e que alimentam a esperança. Por isso amor que amo um ti. Pela intimidade da palavra, mas não se engane, não e por ti e é porque é um ti que faz ecos em mim. E portanto viva tranquilo que não me deves, não te devo e não somos. A vida é, a poesia é e poesia é vida que dança. Os instantes, versos que flutuam enraizados a ecoar nos olhos de quem estiver disposto para apreciar, para ver a dança e escutar a música da vida.
4.
Sim, a música da vida e os instantes dançam, a vida dança. Nada é mais tão banal. Agora percebes, agora sentes?
escrito originalmente em 2010.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Do Tudo (de 2010)
(Voar)
A imaginação faz caminho nos olhos do tempo de ternura, de viagem, de amor, de desamor, de vazios, de saudade, de nada. Tudo inventado para diversões repentinas da alma que sempre quis voar pela eternidade e as vezes pousar no instante é preciso. Alimento-me de pequenas coisas e as faço imensas repentinamente. Dessa beleza rio. O que me desperta é a sensação que invento do futuro instante, presente do universo. Universifico a esperança que acompanha cada passo, por vezes finjo o escuro, por vezes finjo a luz, por vezes finjo o nada, o vazio e danço o lume no pensamento. Não espero mais nada além do instante, mas sempre anseio a intimidade contigo. Não é suposto que entendas a sorte do quase, do ainda, do sempre e do nada. O vôo ocorre sem querer, inesperado, mas vital, brutal e essencial. O segredo é não precisar de uma resposta pronta, mas inventar as próprias respostas da alma e escutar atentamente o que elas nos querem dizer. O real é igualmente invenção. O desassossego é também presente para contemplarmos o caos da vida e irmos além da loucura. Da loucura sorver a sorte e desaprender o passado todo. Guardar o novo de cada instante no coração. Passados, presentes e futuros. Todos juntos, em união. O amor fica e vai, vai e fica e no final se espalha sobre o mundo depois de apreciarmos um bom café. Liberte-se das amarras da solidão sem aroma e navegue para além. No lume do instante mágico. Existências à parte, somos seres de muita vontade e basta um sorriso para que tudo nos faça sentido. A tristeza, essa faz parte daquilo que não soubemos amar, das nossas pequenas ou imensas inseguranças, dos instantes vazios, da pressa com que passamos sem apreciar algo ou alguém, das pequenas mortes de cada dia, do sofrer sem querer, da lágrima, da ferida, das cicatrizes da vida. Faz parte dizer, silenciar, musicar, tocar, amar e por vezes achar que tudo é uma grande miragem inalcançável. Um dia ainda vais ver que o que nos move é exatamente o que não podemos ser. Aquele brilho que queremos alcançar e que talvez não se veja que ele faz parte já de nós esperançosamente. Intenso sim, a forma como tudo se encaixa e depois bagunço para perder de vista mais uma vez. Não foi suposto dizer dos mistérios. Por isso calo, aprecio e deixo que o vento leve o que não cabe mais em mim e que dance no sem fim.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Todo Amor

Eu queria que esse mundo acabasse
em uma explosão de luz.
Versos de luz navegariam na cidade
ao redor de todo amor.
E de repente todo tempo seria
um breve instante só, sem dó, sem nó.
E tudo que restou iniciaria um dia de sol.
A primeira coisa que desenharia
seria um verso ao redor de todo amor.
poema escrito em 6 de Outubro, 2009
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
Revoadas
Paz e luz!
Luiza
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Escrever-te
Escrever para sorver a liberdade da vida, para sentir um pouco mais aquilo que nos toca. Escrever para alinhar pensamentos sentimentos energias. Escrever para ti e escrever para mim também, para lançar luz na escuridão, para abrir alguns caminhos nos olhos, algumas portas também. Escrever como um exercício de amor, ternura, para ativar a imaginação. A imaginação como um terceiro olho, como encontro sublime com a essência do mundo. Escrever para sorrir e espalhar sorrisos por aí. Escrever para me alimentar de pássaros a alma e regar aquilo que a vida me oferta que de tão belo presente transborda como uma cachoeira cristalina de esperança e notas de músicas que dançam com pássaros em todo o ser ao redor de tudo e eleva sua imensidão até a nota mais alta do amor no instante que o coração brota como flor no peito a dançar com ventos, redemoinhos, mistérios e vendavais. Ciclos que iniciam e terminam sem fim e dançam na eternidade de um beijo demorado e logo depois se abraçam no final de tudo que só começa novamente. Repara que não existe final e que tudo é um início constante de tudo. Finais adoráveis em melodias incansáveis. Pudera sorver a luz do infinito e tudo seria silêncio macio.
Poema de um abraço verdadeiro
se as palavras pudessem lhe abraçar
daqui até o infinito
em um abraço de imensidão
de cachoeira das águas mais cristalinas
e cada gotinha pudesse lhe cantar
toda história de amor
do tempo, da eternidade,
da essência em suspensão
na prece que mora no teu-meu coração
*
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