Música!

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terça-feira, 18 de julho de 2017

Poema para a nossa menina

Desafio poético com imagens da Tânia Contreiras
Imagem: Google

Poema para a nossa menina

ora a nossa menina
que jaz na união das estrelas
no infinito além
ilumina o nosso caminho
os nossos pensamentos
os nossos corações
não deixe que o cansaço nos vença
quando tudo parecer dificil
que nos seja desafio
que toda sombra derramada
aos pés da esperança
nos faça dançar juntos
nessa louca infinitude
reza a minha menina
que do ventre da mãe
o amor nasce sempre
como terra que nos gesta
na luz do inomeável mistério



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Poema de amor

Resposta ao desafio de Tania Contreiras cujo tema é o que amo em mim.



amo o que nem sei amar
me transborda a palavra
ao ponto de me perder
daquele pedaço de mim
que sem saber me é
amo a arte que me parte
a arte que me sustenta
a que me oferece vida
até aquela que me desnorteia
amo o traço que do traço se faz
o desenho da vida
amo o mar profundo 
que nos toca, acalenta, afoga
e nos leva para todo lugar
Amo amar

 

terça-feira, 11 de julho de 2017

A poesia canta pela rua

Em resposta ao desafio temático proposto por Tânia Contreiras, cujo tema é "nas ruas do meu bairro". Primeiro desafio poético do cotidiano! 

a poesia canta pelas ruas
a sorrir passa o meu menino
ele me diz do segredo do passo
"é preciso escutar a música
deixar ela te envolver para seguir"
a dança percorre os dias
ele gargalha pelo asfalto
me oferece a música do seu riso
os pássaro revoam nosso caminhar
passo após passo
mais uma vez o menino passa
dessa vez ele me diz com seriedade
que precisamos de soluções urgentes
para a natureza não nos escorrer
"Preserve!" ele diz
"Preserve antes que se devastem
todas as florestas. Antes que o homem
destrua seu planeta, a si e a tudo."
E essa palavra ecoa por todo e sempre.
"Preserve!"


 

domingo, 9 de julho de 2017

Da verdadeira beleza

 

A verdadeira* beleza sempre foi e sempre será gratuita. O verdadeiro amor sempre será dado de graça! A verdadeira felicidade jamais será comprada pois é da simplicidade do amor que ela nasce e a ele sempre retorna. Nunca te falta. Mas tu sempre esqueces de onde veio e para onde vais. Pois é preciso ampliar a percepção para percebe-lo imerso em ti e em tudo ao seu redor. Assim antes de ti existiram inúmeros processos, inúmeras existências a te guiar desde os livros até professores, país, amigos, companheiros, árvores que já foram sementes até agora no qual te deparas com a simplicidade de um pôr do sol. Agradece a imensa teia que sempre te sustentou e continua a te sustentar sempre. Na consciência dos inúmeros processos ao seu redor a mente nos foge em devaneios infinitos. 

*verdadeiro é um termo delicado mas diante das belezas tão artificiais se faz necessário caracterizar a verdadeira beleza como vinda da natureza e somente da natureza, esta sim sempre nos foi gratuita. A beleza de um nascer de sol, de um céu de nuvens. A beleza de um pôr de sol, da lua, do céu estrelado. A beleza da natureza, das flores, das árvores, dos encontros. Enfim a beleza gratuita...




sábado, 8 de julho de 2017

Poema para não ser consumido

e tudo vira produto
para alguém consumir
só tome cuidado meu bem 
para não ser consumido
seu sorriso não é produto
pra ser comprado
nas vendas da felicidade
o simples, o infinito, o pote de ouro
não pode jamais ser comprado
com tudo tenha humildade de aprender
e cada ser que passa te ensina uma sina
mas o único mestre que vale a pena seguir
jaz no coração de cada um
portanto chega de consumir
o que só gerará ilusão e insatisfação
Tome as rédeas! Se liberte!
escute seu próprio silêncio
pouse os ouvidos no silêncio do mundo
no vazio infindo que nos habita
este sim é teu verdadeiro mestre
portanto trate de escutar
pois os tambores vão rufar
Tum tum tum...

 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Poema para fazer sorrir impossibilidades




nos era possível 
fazer sorrirem os absurdos 
e as impossibilidades nos gargalhavam
como quando o sonho 
nos surge bem na frente
e dessa vez em vez de correr atrás dele
rimos desenfreadamente 
de todas as mentiras que contamos
para fugirmos da única verdade
aquela que pulsa, canta e dança 
dentro de nós


*


Poema dos palhaços que foram enganados

187 desafio poético proposto por Tânia Regina Contreiras
Imagem: Ugo Rondinone

os palhaços foram enganados
Não existe pote de ouro no final
deste pobre arco íris 
A tristeza chega 
Todos dormem 
Gargalham os outros
da ingenuidade alheia 
Os palhaços só querem 
fazer sorrir a infinitude
Sonhar com um lindo sorriso
Abrangente
De parábolas nas íris
Ria para não trovejar
Sonhe para sobreviver
Esqueça para perdoar
e o ouro se multiplica 
quando a ingenuidade
brilha nos olhos daqueles que sonham
Uns sonham com multiplicar sorrisos 
Outros se aproveitam
A prometer potes de ouro
Que no bolso deles jaz
Quando alguém ingenuinamente acredita