Música!

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Poema da fresta que me resta

Desafio com imagens proposto por Tania Contreiras

a fresta que me resta
mesmo essa que não presta
é ela que me faz
ir atrás dessa tão ilusória paz
no caos que germino
sob a parede que me destes
soletro silêncios 
do outro lado nada se escuta
além desse querer se ir
sem se ir
Indo

pois então vá
desbrave o horizonte
salte de paraquedas
seja criança e vá se divertir
ir-se é o destino do tempo
que gira 
então gire
fique tonto, caia, 
levante menino

quinta-feira, 27 de julho de 2017

ZZZ





Quando o cansaço chega e só dá vontade de dormir ou se fingir de morto.


ZZZ

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Poema da minha maior solidão

Quinto desafio poesia no cotidiano.
Tema: minha maior solidão.

minha maior solidão 
foi quando percebi que eu não tinha culhão
para segurar meu próprio coração 
foi quando ele já não era ele
e eu já não me era
foi a primeira vez que me deparei comigo
e pude ver sem máscaras 
o bicho feio que eu era
que de tão feio e ridículo
tornou-se charmoso
foi quando me apaixonei
pela minha feiura
o ridículo tornou-se piada
sorri diante do espelho
e a minha solidão foi comemorada
com uma torta na cara





domingo, 23 de julho de 2017

Poeminha de riso inútil

190º Desafio Poético com Imagens

Arte: Waldemar Max

poeminha de riso inútil 

quando o trilho do trem
nos leva à escuridão 
e nessa jornada
tateamos o coração 
no meio do nada
nasce a piada

Minha primeira vez com a morte

QUARTO DESAFIO "POESIA DO COTIDIANO" 

TEMA: MINHA PRIMEIRA VEZ COM A MORTE

Minha primeira vez com a morte negociei com a vida. Passo por tudo isso mas me deixe viver disse a ela. E ela me deu seu troco. Me cobriu com seu manto. Quase morta estava nas tuas mãos. Meus delírios me salvaram. Lírios que me alucinavam no nascimento do inomeável. A ilusão me guiava pela floresta mal assombrada. Minha morte foi negociada para outro dia. Das outras vezes com a morte não foram tão fáceis que uma hora decidi morrer. Tanto que hoje sou fantasma para quem vive. Poeira cósmica para quem sonha. Não tenho corpo palpável. Sou um pedaço da vida e da morte. Das estradas que passei, dos amores que matei, das pessoas que morreram dentro de mim assassinadas diante do grande silêncio. Tenho não uma, mas milhares de vezes que a morte por mim passou e eu morri. De braços abertos eu morri sem me debater, sem me despedir.


terça-feira, 18 de julho de 2017

Poema para a nossa menina

Desafio poético com imagens da Tânia Contreiras
Imagem: Google

Poema para a nossa menina

ora a nossa menina
que jaz na união das estrelas
no infinito além
ilumina o nosso caminho
os nossos pensamentos
os nossos corações
não deixe que o cansaço nos vença
quando tudo parecer dificil
que nos seja desafio
que toda sombra derramada
aos pés da esperança
nos faça dançar juntos
nessa louca infinitude
reza a minha menina
que do ventre da mãe
o amor nasce sempre
como terra que nos gesta
na luz do inomeável mistério



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Poema de amor

Resposta ao desafio de Tania Contreiras cujo tema é o que amo em mim.



amo o que nem sei amar
me transborda a palavra
ao ponto de me perder
daquele pedaço de mim
que sem saber me é
amo a arte que me parte
a arte que me sustenta
a que me oferece vida
até aquela que me desnorteia
amo o traço que do traço se faz
o desenho da vida
amo o mar profundo 
que nos toca, acalenta, afoga
e nos leva para todo lugar
Amo amar