a abraçar a inutilidade das coisas
ser tão inútil como tenho sido
a cantar com os passarinhos
e não fazer diferença nenhuma
a não me importar absolutamente
nessas coisas sem destino
destinadas a não serem
jogo-as ao vento
das coisas sem conserto
como esse coração despedaçado
nesse grande nada a nos envolver
em eterno delírio
delírio de uma dança de nadas em nadas
das quinquilharias a sorrirem
esses indecifráveis vazios
que nem a borracha saberá desdizer
*




