Poema e imagem feito para um desafio de Tânia Regina Contreiras - tema é "Daquilo que só se enxerga na escuridão":
Poema daquilo que só se enxerga na escuridão
Manto negro.
A melancolia a lacrimejar pelo tempo.
Saudades dos nadas a dançarem sob os olhos.
Agora marejados de sangue
da multidão que se ergue sangrenta.
Caminham pelos bandos de cadáveres
a soterrarem absurdos indigestos
na mente dos outros
que só seguem o bando
sem saberem que vivem
sem saberem que sangram
sem saberem escravos
de uma podre ilusão.
Manto negro descortina num repente
e os ratos surgem dementes
a devorar as gentes que ainda vivem.
Uma menina ao ser devorada pela vida
alimenta o sonho de ser livre
canta ela sua última canção
para toda a multidão que sangra
encoraja todos a cantarem juntos
canta a multidão ao sangrar.
Manto negro
e a violência segue seu percurso...
Manto negro ou rubro
de sangue nos olhos
de sangue nos sonhos
de sangue no sangue
a jorrar mais sangue...
Luiza Maciel Nogueira
segunda-feira, 19 de março de 2018
terça-feira, 6 de março de 2018
Poema de quando o silêncio se torna macio
o silêncio se tornou macio
a palavra vazia
diante do mundo lotado
de poesia dançante
não mais me espernearei
para que sintas a poesia
ela estará sempre por aí...
e não importa quantas vezes
gritei por não escutar
que poesia é também silêncio
é lágrima, é pus, é dor
redemoinho de dentro que gira
redemoinho lá fora que roda
dentro fora, fora dentro
como se a poesia nos fizesse ser semente
que quer crescer, que quer sonhar
que quer voar e não pode
ou pode mas só com a ajuda de um pássaro
que nos leva pelo bico
até nossa casa
e nos joga na terra para criarmos raízes
onde daremos fruto, flor, cor
coragem para crescer
diante de qualquer temporal
quando o silêncio se torna macio
já nada mais, nada a mais
só menos
só!
a palavra vazia
diante do mundo lotado
de poesia dançante
não mais me espernearei
para que sintas a poesia
ela estará sempre por aí...
e não importa quantas vezes
gritei por não escutar
que poesia é também silêncio
é lágrima, é pus, é dor
redemoinho de dentro que gira
redemoinho lá fora que roda
dentro fora, fora dentro
como se a poesia nos fizesse ser semente
que quer crescer, que quer sonhar
que quer voar e não pode
ou pode mas só com a ajuda de um pássaro
que nos leva pelo bico
até nossa casa
e nos joga na terra para criarmos raízes
onde daremos fruto, flor, cor
coragem para crescer
diante de qualquer temporal
quando o silêncio se torna macio
já nada mais, nada a mais
só menos
só!
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Poema sobre esse silêncio
esse silêncio
nobre silêncio, pobre silêncio
um dia a gente aprende a escutá-lo
sem tanta dor
sem cio e sem flor
só com amor
essa ternura em flor
a despetalar
sem nem mesmo resistir
assim será
só silêncio
apenas silêncio
sem fantasmas a nos espreitar
sem torturas a acontecer
só silêncio
apenas silêncio
nobre silêncio
a cultivar
e ao amor deixar
nascer!
!
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
Ode ao Silêncio de uma Alma
Poema após Oficina
com o grande mestre, escritor e poeta Jose Couto:
Ode ao Silêncio de uma Alma
fale tudo se quiser
e se não quiser digas nada
nunca fiz tanto amor com o
silêncio
o silêncio acaricia,
beijos de silêncio
brisas gentis
nunca o silêncio foi tão
luminoso
tal qual quando
imerso ou submerso no teu
mundo
lindo e cheio de graça
singelo que abraça
me ofereceu esse céu
cheio de estrelas
e pássaros noturnos voando
nas asas das estrelas
desde esse dia
escuto o eco silencioso de seu
canto
é nesse momento que
o silêncio nos beija os olhos
e as palavras já não dizem
tanto
o silêncio nos abraça
as orelhas, a pele, o tempo
e nada mais importa
desde que sorrias
quando olhares o firmamento
lá sempre dançam infinitudes
e o doce silêncio nos aguarda
repleto de imensidões
assim é a alma de alguns
doce estrada de percorrer
sonhos
Luiza Maciel Nogueira
*segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Poeminha Zen
independente de tudo
sempre estarei contigo
você sempre estará comigo
e não importa
não importa
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Poema para fermentar silêncios
nada a dizer
absolutamente nada a dizer
que o silêncio fermente no vazio
absolutamente
aquela lágrima a se transformar em diamante
o silêncio a se transmutar em presença
e a presença ao tocar nos olhos seja
ternura infinda
*
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
Poema para gritar em alto e bom som
para que sorrir se o sorriso não nos vem?
para que existir se a nossa existência não convém?
para que chorar se nem as nossas lágrimas
não expressam a verdade, a ponte, o amor?
para que gritar se nosso grito de amor
se confunde com desamor?
para que?
e o silêncio às vezes afoga um bem querer...
por isso te digo meu bem:
- GRITE!
...
*
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Poema para uma flor arisca
flor arisca
me risca da tua lista
e vê se me esquece
vai passear no leste oeste
já que nem pista me dás
e não és de piscar
nem sorrir nem amar
nem falar nem surgir
Sai pra lá e vá procurar outro abismo
essa estrada não é tua,
essa cisma é nua
vá pra outra boca, outros lábios,
outra pele, outro sonho
outra alma que te incendeie,
outra ferida que te sangre
vá e se deixe em paz...
Sai pra lá!
*
me risca da tua lista
e vê se me esquece
vai passear no leste oeste
já que nem pista me dás
e não és de piscar
nem sorrir nem amar
nem falar nem surgir
Sai pra lá e vá procurar outro abismo
essa estrada não é tua,
essa cisma é nua
vá pra outra boca, outros lábios,
outra pele, outro sonho
outra alma que te incendeie,
outra ferida que te sangre
vá e se deixe em paz...
Sai pra lá!
*
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Adendo - DESAFIO LAMBE LAMBE
*Tive que alterar a data do término de envio para conseguir colar todos os Lambes enviados por tanta gente especial. Somando 48 poemas e 22 artes visuais - são as participações de 2017! Estou recebendo os poemas/artes até o máximo 06/12/2017 ! Quem realmente quiser enviar será muito bem vindo!
Obrigada!
*
Obrigada!
*
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Desafio Lambe-Lambe II
Amigos, escritores, poetas, artistas e afins - neste Natal gostaria de pedir que participassem com um poeminha curto (máximo 3 linhas), com sua arte ou mensagem que abra os olhos para a poesia/consciência/amor/beleza ou algo URGENTE enviar para tainhab@gmail.com até no máximo 06/12/2017 - E EM RETORNO AO VOU TRANSFORMAR OS 5 melhores EM 1 LAMBE LAMBE com os devidos créditos autorais e colar nas paredes de SÃO PAULO.
- Para todos que participarem enviarei o arquivo em pdf do seu poema estilizado para que possa colar o seu poema na sua cidade se assim desejar!
Conhece algum escritor, poeta ou amigo que vai gostar compartilhe ou envie para ele!
Regras:
- não utilizar conteúdo ofensivo
- o poema deverá ter no máximo 3 versos
- o poema/frase pode ser inédito ou não
Conhece algum escritor, poeta ou amigo que vai gostar compartilhe ou envie para ele!
Regras:
- não utilizar conteúdo ofensivo
- o poema deverá ter no máximo 3 versos
- o poema/frase pode ser inédito ou não
- artes também são bem vindas!
- Que participe quem quiser e quem se sentir convidado. A sua participação me alegra mas de forma alguma é necessária ou indispensável! Quem sentir o chamado na alma que venha! O objetivo é sim estimular cada vez mais pessoas a espalharem sua arte, poemas pelas ruas. A rua precisa de você, da tua arte, do teu poema, do teu carinho!
Aquele abraço!
Aquele abraço!
*Tive que alterar a data do término de envio para conseguir colar todos os Lambes enviados por tanta gente especial. Somando 48 poemas e 22 artes visuais - são as participações de 2017! Estou recebendo os poemas/artes até o máximo 06/12/2017 Obrigada!
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Poema desencontrado
já não sei mais o que te dizer
já te disse isso eu sei
parece que o tempo passa veloz
e a gente nunca se vê
quando vê nem mesmo olha
quando olha nem mesmo escuta
quando escuta nem mesmo sente
quando sente nem mesmo fala
e quando fala nem mesmo encontra
nossos desencontros somam uma vida
basta de desencontros amor
olha o tempo e escuta, sente o vento e fala
encontra a tua sombra, teu canto
e depois me diga da luz
reflita nos outros todos os sonhos
depois me cante os teus
basta de desencontros amor
mas eu sei que ao virar da esquina
não vais olhar para mim
se olhar não escutará
quando nossos olhos se encontrarem
não perceberá pois já estará cego
dentro do teu mundo
e qualquer palavra que sair das nossas bocas
será apenas para disfarçar a nossa dor
já te disse isso eu sei
parece que o tempo passa veloz
e a gente nunca se vê
quando vê nem mesmo olha
quando olha nem mesmo escuta
quando escuta nem mesmo sente
quando sente nem mesmo fala
e quando fala nem mesmo encontra
nossos desencontros somam uma vida
basta de desencontros amor
olha o tempo e escuta, sente o vento e fala
encontra a tua sombra, teu canto
e depois me diga da luz
reflita nos outros todos os sonhos
depois me cante os teus
basta de desencontros amor
mas eu sei que ao virar da esquina
não vais olhar para mim
se olhar não escutará
quando nossos olhos se encontrarem
não perceberá pois já estará cego
dentro do teu mundo
e qualquer palavra que sair das nossas bocas
será apenas para disfarçar a nossa dor
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Poema de orvalho em flor
(Foto de Luiza Maciel Nogueira)
orvalho em flor amor
gota a gota escorre pelo tempo
derrama seu pranto sob o mundo
na grama, antes atinge seu ápice a voar
ao virar vapor em flor e leve se elevar
pássaro no céu da nuvem do tempo
ao crescer, ao escurecer, ao se envolver
e ao cair se espalha
gota a gota num pedaço de chão,
na estrada, no corpo, numa flor, no coração
numa pequena poça de água do mundo
ao se misturar se une
e ao se unir nutre a terra
num pedaço ínfimo de infinitude
gota a gota, passo a passo
tudo é em lento compasso
gota a gota, passo a passo
eleva, derrama, espalha e une
gota a gota, passo a passo
lança seu lume no espaço
na escuridão espera, escuta
o próximo compasso
não demore a voar
abra as asas para se elevar
derrame seu pranto ao se esvair
em ciclo infinito de silente ir e vir
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Poema aos teus pés II
![]() |
| (imagem do google) |
o sussurro continua intacto
"abra a porta e me abrace"
as árvores, o céu, o mar, a terra, a natureza te diz
"abra a porta e me abrace"
mais uma vez
junto aos cantos dos pássaros lá fora
essa oração vigora
"abra a porta e me abrace"
ela te chama e você caminha
passo após passo a deixa entrar devagarinho
e então começas a sonhar a vida que te espera
vês que a dança continua
o canto é claro e cristalino
as coisas todas cá estão
tempo vem, tempo vai
é aprender a deixar entrar
o canto dos pássaros que faz cócegas nos ouvidos
o vento que nos toca os sentidos
é pegar os pássaros de dentro para voar junto
misturar-se no ar para fluir
sentir o sol a brilhar
os lagos, os rios, o mar
*
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
é tempo
é tempo
de guardar na boca
a estrela que brilha
a palavra que sonha
o tempo sem tempo
de adeus
é tempo
de silenciar para escutar
o sussurro que canta baixinho
de observar a dança devagarinho
das coisas que nascem
num contínuo sempre
é tempo
de aprender a nascer
pela estrela brilhar
e no cosmos contínuo
girar
*
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
Poema aos teus pés
urge a palavra sair da boca
para o silêncio anoitecer dentro de nós
urge um tempo sem tempo
a voar sob nosso pressentimento
urge o verso seco, úmido início
aos teus pés
urge a vida na batida do coração
“abra a porta e me abrace”
ela te diz enquanto pensas ao observar o celular
que poderiam te abrir todos os mistérios
a decifrar a vida na palma das tuas mãos
“abra a porta e me abrace”
ela te sussurra mais uma vez
e de repente a poesia passa
sem perceberes,
sem encantares,
sem dançares com ela
nesse abraço singelo
“abra a porta e me abrace”
esquecemos dessa prece
do coração a bater
e dentro de nós escurece
*
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
Historinha
Era uma vez uma menina que aprendeu a se esconder tão bem mas tão bem que nunca mais ninguém a encontrou. E nunca mais ninguém a tendo encontrado nunca mais também se encontrou. Assim embora tenha aprendido a se esconder, desaprendera a se encontrar e por inúmeros motivos que não vem ao caso permaneceu em seu casulo. Mas o casulo estava em uma região muito conhecida o que foi impossível se esconder ou encontrava outro lugar para ir morar ou teria que se ver, se ver era se deparar com os outros e com um outro que não queria mais ver. Ele que insistia em habitar sua casa sem querer. O próprio desconhecido que aquele dia se revelou um completo imbecil. E depois? Depois quem era mesmo imbecil era o outro, outro, outro aquele que começou a história besta e não teve a coragem de terminar...
*
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Poema de significar ínfimos
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Poema do redemoinho a girar
devo parar de mesquinharias
a enfeitar o silêncio com palavras bonitas
beijar tudo aquilo que me resta
aquelas lembranças traiçoeiras
devo aprender a esquecer de vez em quando
o bonde a andar sozinho
alguns versos tem que aprender a se virar
na estrofe até transformar-se poema
seguido pela mutação dos sonhos
ao revisitar a pele do desconhecimento
devo me desapegar das idéias
e ficar só com a essência daquilo
a não esquecer do vôo das borboletas
que o que importa estará sempre
escondido em um pedacinho
de ínfima infinitude a bailar
num pontinho de pupila
em redemoinho primevo
até multiplicar redemoinhos em toda parte
e então ser universo
aquele nada a dançar
*
*
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Passarinho no ar
passarinho no ar
estive a escutar as coisas mais lindas que deixastes por aí
passarinho no ar, voa voa sem voltar
o céu é grande e maior ainda é o teu sorriso
passarinho no ar, voa voa para continuar a versar
poema teu destino, espalha teu pranto,
tua alegria, teu desejo, teu amor
na contínua poesia da vida
eu colho teus versos no coração
dia vai dia vem cada dia de um jeito
escuto novamente e então ouço
o que nunca ouvi
que aqui bate agora timidamente
não te digo
mas bate aqui agora...
como se nunca batera antes
numa sinfonia de liberdade
passarinho no ar, voa voa
canta até se esbaldar
que o canto que encanta
guardo no canto que me espanta
revoa até espalhar
o canto que no canto teve seu entretanto
e agora é mesmo esse tanto
nesse enquanto...
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