Dedico esse desenho a Ramy Arany que direciona na conexão com o feminino e com as águas a sermos nessa conexão propiciando imagens maravilhosas. Para mulheres que desejam se desenvolver indico Ramy Arany no Instituto KVT.
sábado, 25 de maio de 2019
terça-feira, 14 de maio de 2019
Poema acaso algum dia leias
quisera findar a distância
aproximar o sol das retinas
escutar o som da poesia
pudera alimentar
uma senda de encantos
dar continuidade ao amor
um amor capaz de ser
sem explicação, sem lamentos
sem palavras, apenas poesia
pudera ficar na intimidade do beijo
que estala no corpo e acende desejos
pudera ser amor e a poesia pulsava
aproximar o sol das retinas
escutar o som da poesia
pudera alimentar
uma senda de encantos
dar continuidade ao amor
um amor capaz de ser
sem explicação, sem lamentos
sem palavras, apenas poesia
pudera ficar na intimidade do beijo
que estala no corpo e acende desejos
pudera ser amor e a poesia pulsava
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
sexta-feira, 27 de julho de 2018
enquanto não escutares o silêncio
Enquanto não escutares o silêncio com todos os sentidos atentos tudo o mais será descontentamento...
segunda-feira, 23 de julho de 2018
E chega de tristeza meu amor
derramo tudo que fui
e entrego o que me tornei
amores que não me amaram
saudades que não sentiram
prantos que não derramei
agora me escorrem na face
não fui quem pudera
não sou quem calei
e sabe-se lá até quando
esse pranto será meu canto
a dançar nos entretantos
entre os tantos versos que silenciei
abre alas novo ciclo
sol ao nascer no horizonte
e chega de tristeza meu amor
beijo o instante
com os lábios nús
e chega de tristeza meu amor
e entrego o que me tornei
amores que não me amaram
saudades que não sentiram
prantos que não derramei
agora me escorrem na face
não fui quem pudera
não sou quem calei
e sabe-se lá até quando
esse pranto será meu canto
a dançar nos entretantos
entre os tantos versos que silenciei
abre alas novo ciclo
sol ao nascer no horizonte
e chega de tristeza meu amor
beijo o instante
com os lábios nús
e chega de tristeza meu amor
sexta-feira, 20 de julho de 2018
ando com os olhos cheios de mares
ando com os olhos cheios de mares
as trevas no peito, os espinhos no chão
as loucuras adiadas para a verdade
que sabe lá quando baterá na minha porta
ando no caos de quase sempre
sim quase sempre que sem notar andei sob as tempestades
anestesiada de tudo, da dor sem palavra
da chuva sem gotas, do
silêncio sem escuta
ando devagar quase parando mas sem parar
só para dizer que já não me é suportável resistir
as sombras me cobrem e daqui a pouco só serei escuridão
sem uma gota de luz
estarei imersa no caos de quase sempre
imersa no caos de quase sempre
imersa no caos de quase sempre
imersa no caos de quase sempre
e daqui a pouco só serei escuridão
*
quinta-feira, 19 de julho de 2018
Poema de profundo cansaço
abri a porta
deixei entrarem os pássaros
aqueles que quiseram entrar
alguns fizeram carnificina,
outros lançaram seus cantos
entretanto cansei!
estou velha para pássaros
é a minha vez de voar
apesar do cansaço
vou voar
não me impeçam
não tenho asas
talvez caia
talvez morra
talvez nasça outra vez
em outro corpo
com asas
quem sabe
e então voar
cair e cantar
percorrer o céu
sem rastejar
e ser este meu pássaro preferido
o Urubu
limpar a cidade de toda carcaça
feio, fedido e nojento para a maioria
mas essencialmente transcendental
mas essencialmente transcendental
sexta-feira, 13 de julho de 2018
Porque algumas palavras são inúteis e outras nem tanto
por mais que se queira dizer
algumas palavras são inúteis para serem ditas
algumas palavras são inúteis para serem ditas
aquele restinho de sol na janela
vale mais que qualquer palavra
mas ai de nós os sem palavras
a sufocar no silêncio todos os diálogos da vida
vale mais que qualquer palavra
mas ai de nós os sem palavras
a sufocar no silêncio todos os diálogos da vida
tem que ter um meio termo eu sei
não gosto tanto assim de não dizer
das coisas que desaprendi a escrever
deve ser porque agora nasce uma nova palavra
não gosto tanto assim de não dizer
das coisas que desaprendi a escrever
deve ser porque agora nasce uma nova palavra
o Sol agora nasce na palavra sol
o silêncio é o Sol escrito na pele da palavra
e a pele da palavra é o corpo de quem lê
o silêncio é o Sol escrito na pele da palavra
e a pele da palavra é o corpo de quem lê
Sol
Sol
Sol
Sol
Sol
Sol são os teus olhos...
quinta-feira, 21 de junho de 2018
Gif inspirado no Poema de Natal do Vinicius de Moraes
via GIPHY
Muito muito tempo faz que eu visualizei essa animação, estou muito feliz que estou conseguindo realizar algo que eu visualizei umas décadas atrás! É possível! Sim, é possível animar um sonho!
*
quarta-feira, 20 de junho de 2018
a gente gira
via GIPHY
(a imagem é meu primeiro gif!!!!!!!!!)
a gente gira
às vezes de alegria
outras de tristeza
algumas de desespero
outras de pressa
de ansiedade
de raiva
de amor
e a gente gira de vontade
de liberdade
de paixão
a gente gira
não importa como
não importa porque
o importante meu bem
é girar!
*
terça-feira, 19 de junho de 2018
Poema de uma coisinha à toa
quem sabe a vida não te presenteie
com essas coisinhas à toa
um livro, uma flor, um poema, um filho
um pássaro, um perfume, uma nota apenas
quem sabe assim não sorrias mais ainda
e faças do teu mundo a poesia mais bonita
quem sabe assim sem mais
não possas caminhar tão leve e solto
tal qual quanto o silêncio
te residas, te carregue, te tome, te possuas
de sorrisos cheios de amor,
e brincadeiras de nuvens em sonhos
quem sabe assim não possas esperançar uma poesia
tão vívida, tão bela
tal qual o amor por um serzinho desses
que dão muito trabalho,
mas que valem toda uma vida
de alegrias infinitas
esses serzinhos que cabem nos nossos braços
e que fazem da vida valer
cada segundo
mas não se engane pois dão um trabalho imenso
e é preciso muita doação para dar asas ao coração
e até o coração aprender a voar
exige toda uma escola de vida
e esses serzinhos
em um segundo te mostrarão
todo um mundo
*
![]() |
| Gestação: quando um coração canta e é envolvido em aura de música e luz (2013) Luiza Maciel Nogueira |
terça-feira, 12 de junho de 2018
O Unicórnio do Sul e Outras Lendas Poéticas
Não ando postando muito por aqui pois estou na construção de um livro maravilhoso de um poeta espetacular.
A seguir a capa do livro que muito em breve será lançado:
A seguir a capa do livro que muito em breve será lançado:
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Prece de silêncio mutável
de todas as cantorias dos pássaros
de todos os sons dos ventos
de todos os sons das chuvas
de todas as palavras ditas com amor
de todo canto do fundo do peito cantado
de toda verdade essência música poesia
de todo som da verdade
entrego ao som maior do silêncio
que qualquer palavra que digas aqui
e que qualquer palavra que leias
possa reverberar em pranto os entre tantos
que um dia foram tantos
e que hoje é canto
que o amor sabe onde
o silêncio nos sabe mais
que qualquer palavra
e que apesar de toda errância
a palavra nos possa ser sempre:
semente cristalina
diamante
em constante terna e eterna
mutação
segunda-feira, 28 de maio de 2018
A razão de um poema
a razão de um poema
não é somar a origem das estrelas
muito menos relatar a equação da luz
a razão de um poema nada tem a ver
com explicar a palavra que surge neste repente inexplicável
um poema não tem razão
ele é composto de absurdos desde o início
talvez quem escreva anseie um alvoroço
em quem pousa os olhos nas palavras
e talvez quem escreva apenas queira inquietar-se
talvez também nada queira quem escreve
nem mesmo o leitor saberá
o que tal escritor quer com tais palavras
um poema muitas vezes não tem razão mas pode ter sonhos
não sempre pois dependerá de quem sonha
se sonha pássaros, borboletas ou explosões dançantes,
paralelepípedos nos corpos falantes
e se não sonhar o leitor? caso não sonhe o leitor
como então injetar uma metamorfose?
indiretamente desapercebida como quem não quer nada
um escritor pode lançar sementes
como qualquer pessoa pode plantar sorrisos nos lábios dos outros
às vezes tal sonho demora décadas até florir
e quase sempre não basta apenas um poema
para o despertar da semente em flores de sorrisos
quase sempre nem um milhão de palavras
a beijar os olhos de tal leitor o fará sorrir
mas de vez em nunca milagres acontecem
uma curvinha bonitinha se torna possível
e entre escritores e leitores
um sonho poderá nascer
*
terça-feira, 22 de maio de 2018
Quem sabe qualquer dia
quem sabe qualquer dia
não nos ensinem a linguagem do silêncio
dos pássaros, dos ventos, da chuva,
das árvores, do mar, dos rios,
das estrelas, do sol, da lua,
da vida, do tempo, da infinitude
assim sem mais
aí sim talvez a distância
não nos seria distância
mas sentimento que vibra, pulsa e dança
e qualquer drama se dissolveria
na oração dos pássaros, no assovio dos ventos,
no som dos pingos da chuva,
no canto das ondas, dos rios,
das estrelas, do sol, da lua,
enfim da vida, do tempo, da infinitude
talvez aí sim, apenas talvez
nossa língua despertasse os corações
à espera da verdade
*
não nos ensinem a linguagem do silêncio
dos pássaros, dos ventos, da chuva,
das árvores, do mar, dos rios,
das estrelas, do sol, da lua,
da vida, do tempo, da infinitude
assim sem mais
aí sim talvez a distância
não nos seria distância
mas sentimento que vibra, pulsa e dança
e qualquer drama se dissolveria
na oração dos pássaros, no assovio dos ventos,
no som dos pingos da chuva,
no canto das ondas, dos rios,
das estrelas, do sol, da lua,
enfim da vida, do tempo, da infinitude
talvez aí sim, apenas talvez
nossa língua despertasse os corações
à espera da verdade
*
quinta-feira, 26 de abril de 2018
Relato sobre o silêncio e a poesia:
| Poesia Luiza Maciel Nogueira (Nanquim sob papel) |
Relato sobre o silêncio e a poesia:
I.
quando a poesia
encontra o silêncio
quando o silêncio
encontra a poesia
: nasce a música
quando a música
encontra um destino
: nasce um repente
que de repente se vai
(...)
Luiza Maciel Nogueira
quando a poesia
de repente se vai
leva consigo a alma
o papel pede histórias
: nasce a prosa
quando a prosa
flui etérea ritmada
com linguagem surpreendente
traz de volta a poesia
: nasce a prosopopeia
(...)
Jose Couto
Quando a poesia
Se cala se emudece
Leva consigo a alma
O corpo se esquece
: nasce a onomatopeia
Quando o som é sentido
O prazer de um gemido
Leva em si a beleza
Libera a poesia presa
: nasce a contemplação
(...)
Manoel Gonçalves Manogon
Reveste-se de Luz
Traz em si toda clara essência
Esculpida nos recônditos.
O silêncio que emana
Transcende a alma
Então o poeta se desnuda
Como uma primavera...
: nasce assim outra estação
(...)
José Regi
a poesia corre
demasiado depressa
depressa
não paremos de sorver
cada silêncio
como nosso último beijo
às vezes confesso
contemplo os teus passos
mas prometo
só dura um segundo
até beijar o chão
debaixo dos meus pés
e seguir esse passo a passo
rumo ao infinito
Reveste-se de Luz
Traz em si toda clara essência
Esculpida nos recônditos.
O silêncio que emana
Transcende a alma
Então o poeta se desnuda
Como uma primavera...
: nasce assim outra estação
(...)
José Regi
| Poesia Luiza Maciel Nogueira (Nanquim sob papel) |
II.
a poesia corre
demasiado depressa
depressa
não paremos de sorver
cada silêncio
como nosso último beijo
às vezes confesso
contemplo os teus passos
mas prometo
só dura um segundo
até beijar o chão
debaixo dos meus pés
e seguir esse passo a passo
rumo ao infinito
(...)
Luiza Maciel Nogueira
O infinito são todas as possibilidades que dispomos
Neste nada contuso que se soma.
A esperança de ver chegar aquele amor
Que marcou como cicatriz
E que por medo de viver sorveu em saudade.
A saudade dorida
No gosto daquele beijo solitário
Ainda morno na boca Faz eriçar a pele.
A mesma pele que um dia tocaste
Com minúcias de eternidade
Durante os instantes apressados na hora de ir...
José Regi
III.
quero um silêncio
regado a poesia
um gole de música
breve
onde possa banhar
a saudade
daquele pedaço
de esperança
que pelas entranhas
ainda dança
por não saber
te esquecer
(...)
Luiza Maciel Nogueira
*
IV.
sorvi nos lábios o silêncio da poesia
que pela garganta se foi
como nutrir um exército de poetas?
te pergunto
e fazer com que todos despertem?
te questiono
: deste sono sem cor
vai poeta cantar!
(...)
Luiza Maciel Nogueira
*
V.
cantar a poesia de todos os jeitos
reinventar as cores dos versos,
os tons desses ventos incertos
bagunçar as palavras errantes pelas linhas
te procurar, te perder e te encontrar sem nem te avisar
sem te dizer do silêncio que paira
sem te sussurrar baixinho a música
que atravessa os tempos
esquecer de te esquecer para sempre
porque a poesia essa sim
a poesia é flor do tempo que se abre
ao despetalar
onde o pensamento não consegue
alcançar
(...)
Luiza Maciel Nogueira
sexta-feira, 20 de abril de 2018
venho a invocar a palavra amor
venho a invocar a palavra amor
de todos os mares, de todas as flores
de todos os silêncios, de todas as músicas
dentro das conchas, dentro das cavernas
dentro do sangue, dentro da pele
de toda esperança que dança nos ares
venho a invocar a força do amor
dos ventos, dos tempos e dos raios solares
a arrancar cada uma das ervas daninhas
que estão paradas como parasitas
a impedir ao amor que se espalhe
venho a invocar a palavra amor
não de qualquer amor nem de qualquer jeito
não superficialmente, nem da boca pra fora
venho a invocar a palavra amor
para que ecoe eternamente dentro de ti
uma nova revolução
um novo sonho
um novo olhar
de todos os mares, de todas as flores
de todos os silêncios, de todas as músicas
dentro das conchas, dentro das cavernas
dentro do sangue, dentro da pele
de toda esperança que dança nos ares
venho a invocar a força do amor
dos ventos, dos tempos e dos raios solares
a arrancar cada uma das ervas daninhas
que estão paradas como parasitas
a impedir ao amor que se espalhe
venho a invocar a palavra amor
não de qualquer amor nem de qualquer jeito
não superficialmente, nem da boca pra fora
venho a invocar a palavra amor
para que ecoe eternamente dentro de ti
uma nova revolução
um novo sonho
um novo olhar
terça-feira, 17 de abril de 2018
Poema para ler mais poesia
Nunca houve um dia meu amor
no qual a poesia
não insistiu em te beijar.
Pelas palavras de todos os poetas
que quiseram te dizer
verdadeiras belezas repletas.
Dos mais absurdos versos
de ternuras acesas nesse mar aberto.
Nunca houve um dia meu amor
no qual a poesia deixou de te amar!
Abra os olhos e veja
a cidade está lotada de beijos
de poetas, de livros, de palavras
que querem desesperadamente
te encontrar!
Nunca houve um dia meu amor
apesar de olhares para outros entretantos
cantos escuros, abismos,
profundezas de enquantos
saladas de blá blá blás...
Nunca houve um dia meu amor.
Por isso leia mais poesia por favor.
Nunca houve um só dia meu amor
que a poesia não quis te abraçar
e com seus braços de versos
te amar...
Luiza Maciel Nogueira
Para todos os poetas e alguns cá se encontram. Não vou citar nomes porque certamente me esqueceria de alguém. Mas vocês sabem quem são
❤️!
quarta-feira, 11 de abril de 2018
cada uma
quinta-feira, 29 de março de 2018
Poema para os olhos de quem já chorou demais
Os olhos de quem já chorou demais
abrem as portas do desassossego.
Tanto amor apunhalado e ainda
com a coragem de amar mais.
Sem tanta espera.
É que ela já não te espera.
Espero que não a espere
pois que ela já não te espera
na alegria não te espera
na noite fria não te espera
na fantasia não te espera.
Te espera nunca mais.
Luiza Maciel Nogueira
quinta-feira, 22 de março de 2018
estive a pensar...
estive a pensar
no quanto é um desperdício
nossas peles distantes
nossos rios poluídos
nossas crianças carentes
nossos sonhos esmagados
nossa vida carregada pelo vento
assim sem mais nem menos ternura
estive a pensar
no teu sorriso quando acordas
e a pensar também na saudade
daquele tempo onde o tempo
era lento e por não sabermos de nada
apenas sentíamos as coisas nos tocarem
assim livremente
estive a pensar no quanto
desaprendemos a não saber
a sentir, a amar, a ser
estive a pensar na dança
dessas coisas descontentes
que precisam as vezes serem
empurradas a um abismo
para aprenderem a voar
estive a pensar...
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