Música!

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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Poema sobre a moça que cantava ópera no parque



Poema sobre a moça que cantava ópera no parque

duplica, replica, triplica
a mensagem dos astros
para o dia que você ligar a rádio
e escutar o sol nascer
em uma canção
ou em uma moça
cantando ópera no parque
sem saber que alegra muita gente
só de cantar um pequeno pedaço
de partitura
até mesmo os pássaros 
parecem sentirem certo prazer
diante da voz da moça
E as árvores 
majestades diante do cenário
permanecem lindas

*

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Respiração

estar com os passarinhos
respirar o aroma do mato
ser como o mato
a desabrochar vida na relva
ser sem ter que ser algo mais
naturalmente natureza
silenciar para comemorar a vida
em cada ser
as árvores, o tempo, os passarinhos
a música, a poesia, os homens, a finitude
as conexões imperfeitas
percebe como é inútil resistir 
vale o que valer enquanto poesia
enquanto estrada densa
vale libertar pássaros
descansar na relva
soltar o tempo dos ponteiros do relógio
ser na simplicidade de sentir

pois no final só tu
só tu
nada mais
ninguém
sentirá tua respiração 

sábado, 25 de maio de 2019

Em conexão com as águas

Dedico esse desenho a Ramy Arany​ que direciona na conexão com o feminino e com as  águas a sermos nessa conexão propiciando imagens maravilhosas. Para mulheres que desejam se desenvolver indico Ramy Arany no Instituto KVT. 


terça-feira, 14 de maio de 2019

Poema acaso algum dia leias

quisera findar a distância
aproximar o sol das retinas
escutar o som da poesia
pudera alimentar
uma senda de encantos
dar continuidade ao amor
um amor capaz de ser
sem explicação, sem lamentos
sem palavras, apenas poesia
pudera ficar na intimidade do beijo
que estala no corpo e acende desejos
pudera ser amor e a poesia pulsava




sexta-feira, 27 de julho de 2018

segunda-feira, 23 de julho de 2018

E chega de tristeza meu amor

derramo tudo que fui
e entrego o que me tornei
amores que não me amaram
saudades que não sentiram
prantos que não derramei
agora me escorrem na face
não fui quem pudera
não sou quem calei
e sabe-se lá até quando
esse pranto será meu canto
a dançar nos entretantos
entre os tantos versos que silenciei
abre alas novo ciclo
sol ao nascer no horizonte
e chega de tristeza meu amor
beijo o instante 
com os lábios nús
e chega de tristeza meu amor

sexta-feira, 20 de julho de 2018

ando com os olhos cheios de mares


ando com os olhos cheios de mares
as trevas no peito, os espinhos no chão
as loucuras adiadas para a verdade
que sabe lá quando baterá na minha porta
ando no caos de quase sempre
sim quase sempre que sem notar andei sob as tempestades
anestesiada de tudo, da dor sem palavra
da chuva sem gotas,  do silêncio sem escuta
ando devagar quase parando mas sem parar
só para dizer que já não me é suportável resistir
as sombras me cobrem 
e daqui a pouco só serei escuridão
sem uma gota de luz
estarei imersa no caos de quase sempre
imersa no caos de quase sempre
imersa no caos de quase sempre
imersa no caos de quase sempre
e daqui a pouco só serei escuridão


*

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Poema de profundo cansaço

abri a porta 
deixei entrarem os pássaros 
aqueles que quiseram entrar 
alguns fizeram carnificina, 
outros lançaram seus cantos
entretanto cansei!
estou velha para pássaros
é a minha vez de voar
apesar do cansaço
vou voar
não me impeçam 
não tenho asas
talvez caia
talvez morra
talvez nasça outra vez
em outro corpo
com asas
quem sabe
e então voar
cair e cantar
percorrer o céu 
sem rastejar
e ser este meu pássaro preferido
o Urubu
limpar a cidade de toda carcaça
feio, fedido e nojento para a maioria
mas essencialmente transcendental


*imagem google

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Porque algumas palavras são inúteis e outras nem tanto


por mais que se queira dizer
algumas palavras são inúteis para serem ditas
aquele restinho de sol na janela
vale mais que qualquer palavra
mas ai de nós os sem palavras
a sufocar no silêncio todos os diálogos da vida
tem que ter um meio termo eu sei
não gosto tanto assim de não dizer
das coisas que desaprendi a escrever
deve ser porque agora nasce uma nova palavra
o Sol agora nasce na palavra sol
o silêncio é o Sol escrito na pele da palavra
e a pele da palavra é o corpo de quem lê
Sol
Sol
Sol
Sol são os teus olhos...


quinta-feira, 21 de junho de 2018

Gif inspirado no Poema de Natal do Vinicius de Moraes


via GIPHY

Muito muito tempo faz que eu visualizei essa animação, estou muito feliz que estou conseguindo realizar algo que eu visualizei umas décadas atrás! É possível! Sim, é possível animar um sonho! 

*

quarta-feira, 20 de junho de 2018

a gente gira


via GIPHY

(a imagem é meu primeiro gif!!!!!!!!!)

a gente gira
às vezes de alegria
outras de tristeza
algumas de desespero
outras de pressa
de ansiedade
de raiva
de amor
e a gente gira de vontade
de liberdade
de paixão
a gente gira
não importa como
não importa porque
o importante meu bem
é girar!

*

terça-feira, 19 de junho de 2018

Poema de uma coisinha à toa


quem sabe a vida não te presenteie
com essas coisinhas à toa
um livro, uma flor, um poema, um filho
um pássaro, um perfume, uma nota apenas
quem sabe assim não sorrias mais ainda
e faças do teu mundo a poesia mais bonita
quem sabe assim sem mais
não possas caminhar tão leve e solto
tal qual quanto o silêncio
te residas, te carregue, te tome, te possuas
de sorrisos cheios de amor,
e brincadeiras de nuvens em sonhos
quem sabe assim não possas esperançar uma poesia
tão vívida, tão bela 
tal qual o amor por um serzinho desses
que dão muito trabalho, 
mas que valem toda uma vida 
de alegrias infinitas
esses serzinhos que cabem nos nossos braços
e que fazem da vida valer 
cada segundo
mas não se engane pois dão um trabalho imenso
e é preciso muita doação para dar asas ao coração
e até o coração aprender a voar
exige toda uma escola de vida 
e esses serzinhos
em um segundo te mostrarão 
todo um mundo



*
Gestação: quando um coração canta e é envolvido em aura de música e luz
(2013)
Luiza Maciel Nogueira


terça-feira, 12 de junho de 2018

O Unicórnio do Sul e Outras Lendas Poéticas

Não ando postando muito por aqui pois estou na construção de um livro maravilhoso de um poeta espetacular. 
A seguir a capa do livro que muito em breve será lançado:


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Prece de silêncio mutável

de todas as cantorias dos pássaros
de todos os sons dos ventos
de todos os sons das chuvas
de todas as palavras ditas com amor
de todo canto do fundo do peito cantado
de toda verdade essência música poesia
de todo som da verdade
entrego ao som maior do silêncio
que qualquer palavra que digas aqui
e que qualquer palavra que leias 
possa reverberar em pranto os entre tantos
que um dia foram tantos 
e que hoje é canto 
que o amor sabe onde 
o silêncio nos sabe mais 
que qualquer palavra
e que apesar de toda errância
a palavra nos possa ser sempre: 
semente cristalina
diamante
em constante terna e eterna 
mutação


*

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A razão de um poema

a razão de um poema 
não é somar a origem das estrelas
muito menos relatar a equação da luz
a razão de um poema nada tem a ver 
com explicar a palavra que surge neste repente inexplicável 
um poema não tem razão 
ele é composto de absurdos desde o início 
talvez quem escreva anseie um alvoroço 
em quem pousa os olhos nas palavras
e talvez quem escreva apenas queira inquietar-se 
talvez também nada queira quem escreve
nem mesmo o leitor saberá 
o que tal escritor quer com tais palavras
um poema muitas vezes não tem razão mas pode ter sonhos
não sempre pois dependerá de quem sonha
se sonha pássaros, borboletas ou explosões dançantes, 
paralelepípedos nos corpos falantes
e se não sonhar o leitor? caso não sonhe o leitor
como então injetar uma metamorfose?
indiretamente desapercebida como quem não quer nada 
um escritor pode lançar sementes
como qualquer pessoa pode plantar sorrisos nos lábios dos outros
às vezes tal sonho demora décadas até florir
e quase sempre não basta apenas um poema
para o despertar da semente em flores de sorrisos
quase sempre nem um milhão de palavras
a beijar os olhos de tal leitor o fará sorrir
mas de vez em nunca milagres acontecem
uma curvinha bonitinha se torna possível
e entre escritores e leitores
um sonho poderá nascer

*


terça-feira, 22 de maio de 2018

Quem sabe qualquer dia

quem sabe qualquer dia 
não nos ensinem a linguagem do silêncio
dos pássaros, dos ventos, da chuva, 
das árvores, do mar, dos rios,
das estrelas, do sol, da lua, 
da vida, do tempo, da infinitude
assim sem mais
aí sim talvez a distância 
não nos seria distância
mas sentimento que vibra, pulsa e dança
e qualquer drama se dissolveria 
na oração dos pássaros, no assovio dos ventos, 
no som dos pingos da chuva, 
no canto das ondas, dos rios, 
das estrelas, do sol, da lua,
enfim da vida, do tempo, da infinitude
talvez aí sim, apenas talvez
nossa língua despertasse os corações
à espera da verdade



*

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Relato sobre o silêncio e a poesia:

Poesia
Luiza Maciel Nogueira
(Nanquim sob papel)


Relato sobre o silêncio e a poesia:

I.
quando a poesia 
encontra o silêncio

quando o silêncio
encontra a poesia

: nasce a música

quando a música 
encontra um destino

: nasce um repente
que de repente se vai

(...)
Luiza Maciel Nogueira

quando a poesia
de repente se vai

leva consigo a alma
o papel pede histórias

: nasce a prosa

quando a prosa 
flui etérea ritmada

com linguagem surpreendente
traz de volta a poesia

: nasce a prosopopeia

(...)

Jose Couto

Quando a poesia
Se cala se emudece

Leva consigo a alma
O corpo se esquece

: nasce a onomatopeia

Quando o som é sentido
O prazer de um gemido

Leva em si a beleza
Libera a poesia presa

: nasce a contemplação

(...)

Manoel Gonçalves Manogon

Reveste-se de Luz

Traz em si toda clara essência
Esculpida nos recônditos.

O silêncio que emana
Transcende a alma

Então o poeta se desnuda
Como uma primavera...

: nasce assim outra estação

(...)

José Regi




Poesia
Luiza Maciel Nogueira
(Nanquim sob papel)

II.

a poesia corre
demasiado depressa
depressa
não paremos de sorver
cada silêncio
como nosso último beijo
às vezes confesso
contemplo os teus passos
mas prometo
só dura um segundo
até beijar o chão
debaixo dos meus pés
e seguir esse passo a passo
rumo ao infinito


(...)
Luiza Maciel Nogueira





O infinito são todas as possibilidades que dispomos
Neste nada contuso que se soma.
A esperança de ver chegar aquele amor
Que marcou como cicatriz
E que por medo de viver sorveu em saudade.
A saudade dorida
No gosto daquele beijo solitário
Ainda morno na boca Faz eriçar a pele.
A mesma pele que um dia tocaste
Com minúcias de eternidade
Durante os instantes apressados na hora de ir...
José Regi




III.



quero um silêncio

regado a poesia

um gole de música

breve

onde possa banhar

a saudade

daquele pedaço 

de esperança

que pelas entranhas

ainda dança

por não saber
te esquecer


(...)
Luiza Maciel Nogueira

*




IV.

sorvi nos lábios o silêncio da poesia
que pela garganta se foi

como nutrir um exército de poetas?
te pergunto
e fazer com que todos despertem?
te questiono

: deste sono sem cor
vai poeta cantar!


(...)
Luiza Maciel Nogueira


*


V.

cantar a poesia de todos os jeitos
reinventar as cores dos versos,
os tons desses ventos incertos
bagunçar as palavras errantes pelas linhas
te procurar, te perder e te encontrar sem nem te avisar
sem te dizer do silêncio que paira
sem te sussurrar baixinho a música
que atravessa os tempos
esquecer de te esquecer para sempre
porque a poesia essa sim
a poesia é flor do tempo que se abre
ao despetalar
onde o pensamento não consegue
alcançar


(...)
Luiza Maciel Nogueira

sexta-feira, 20 de abril de 2018

venho a invocar a palavra amor

venho a invocar a palavra amor
de todos os mares, de todas as flores
de todos os silêncios, de todas as músicas
dentro das conchas, dentro das cavernas
dentro do sangue, dentro da pele
de toda esperança que dança nos ares
venho a invocar a força do amor
dos ventos, dos tempos e dos raios solares
a arrancar cada uma das ervas daninhas
que estão paradas como parasitas
a impedir ao amor que se espalhe
venho a invocar a palavra amor
não de qualquer amor nem de qualquer jeito
não superficialmente, nem da boca pra fora
venho a invocar a palavra amor
para que ecoe eternamente dentro de ti
uma nova revolução
um novo sonho
um novo olhar