23 de maio de 2022

Do simultâneo

 Pedrinho nasceu hoje. João morreu hoje. Na mesma hora no mesmo instante Lara e Livia tiveram um orgasmo. Pedro e Roberto romperam o casamento. Chiquinha mamava no peito de sua mãe. Isis teve tpm e tomou um comprimido para sua dor. Bia recebeu seu primeiro beijo. Kiki rolava na grama com seu cachorro. Débora cantava sua última canção antes de ser assassinada. Úrsula resolveu o mistério da sua bolsa perdida. Isaías iniciou sua primeira aula de português. Mônica escreveu sua primeira frase. Lucas falou sua primeira palavra. Natália escreveu sua última carta de amor para Carlos. Carlos teve sua última respiração. Josefina seu último passo. Renata viu o último pássaro da sua vida enquanto Fabrício resolveu que queria ser pássaro e voar. Tânia mergulhava no seu 258 livro. Valéria escrevia seu 5o romance. Hugo escrevia uma música. Chico nadava na sua piscina 88 vezes. Yulia olhava para o céu. Julia escrevia seu poema. Gabriel trabalhava na sua tese sobre o preço alto dos supermercados. Peter esperava na fila do supermercado. Lígia vivia nos pensamentos de Danilo. Danilo atormentava os sonhos de Olívia. Tina resolveu que nunca mais abriria seu coração a ninguém. Viviane resolvia abrir-se para o amor de Olindo que era mesmo lindo. Osmar resolveu de repente que preferia homem do que mulher e despediu-se da mulher. Nina andava tristonha porque ainda não tinha filhos. Rafa feliz que tirou dez na prova de matemática. Juliana professora de matemática resolveu que queria ir escalar o monte Everest no natal junto com Sofia. Sofia não estava muito animada com a idéia. Ela só queria tricotar e fazer um novo curso de bonecas. A professora das bonecas queria só férias na praia em Miami. Will meditava concentrado tentando de qualquer forma parar de pensar em Beatriz mas não conseguia. Seus pensamentos foram para seu lado criativo. Beatriz cansada de ser musa de Dante foi gritar na Paulista protestando contra o presidente. Dante gritava de dor no calcanhar por ter chutado a porta quando se deparou com a finitude. Bruna resolveu que queria ser musa de Julio que fazia arte mas Julio gostava era da Catarina. Só que Bruna não sabia. Catarina era bailarina e só queria dançar e ouvir música, não se importava em namorar. Namorar era muito cedo ainda. Só pensava em sua carreira. Camila mulher de Angelo perdeu a aliança na privada de propósito enquanto pensava que estava de saco cheio do casamento. Angelo estava mais preocupado o que diria para Carla na sua nova apresentação do trabalho. Carla fumava sem parar todas as angústias da sua vida ansiosa pensava que precisava desabafar, mas nunca sequer se deu essa chance. Francesca comia macarrão no melhor restaurante da cidade. Patrícia deu a luz a Pedrinho com um sorriso luminoso. 

A vida é frágil. Faça o melhor que puder deste instante porque ele é o único que existe. 

21 de maio de 2022

Poema refletido nas águas da vida

 aceito o reflexo pré potente dessa pobre rica mente

que sem saber fez rei daquilo que deverás sente, não sente

sem saber fez tempestade da ilusão na lágrima derramada

desprezada, partida, jogada, acabada

renasceu das cinzas e cantou, gritou, arrebentou

as grades e foi ser feliz só para acabar a história no sorriso

mas cada sorriso também tem a sua dor semente

se mente da mentira nasce a verdade

e a verdade arrebenta as grades

nasce então um pássaro que vibraremos

para que aprenda a voar mais alto 

que qualquer maldade e que irradie infinito amor

sem medo assim de ser simplesmente

19 de maio de 2022

Um pouco de bom senso


 Um pouco de bom senso hoje apesar de estar doente, febril me vem um pouco de bom senso hoje. Apaguei aquele post do dia líquido pois não consegui concretizar. Terminei o dia comendo sopa com pão. Às vezes acontece. O caminho prânico é novo para mim e eu me permito não ser tão rígida. Pois é um caminho difícil que exige paciência e amorosidade. Apaguei porque como não conclui seria mentira se deixasse. Já fiz vários dias líquidos, vários dias secos mas este em particular não deu certo e tudo bem. Isso acontece mesmo. Só não quis deixar aqui um registro mentiroso do dia. Não me sentiria bem se o deixasse. Hoje é um outro dia e hoje estou respeitando o meu ritmo sem dizer nada. Não preciso dizer. Me empolgo às vezes a dizer porque vai que planta uma sementinha em algum lugar. Vai que mas não é necessário não sou atriz pra fingir as coisas para os outros. A maioria das pessoas que talvez venham aqui nem me conhecem. Falo mais com as paredes do que com outros. Falo mais comigo mesma. Tudo bem aquele dia não deu certo. Haverão outros e tudo é experiência. 

14 de maio de 2022

É simples o modo como as árvores abraçam o céu


É simples o modo como as árvores abraçam o céu não pedem nada a ele, mas existe uma troca etérea. Assim tudo o que oferecemos de uma forma ou de outra é um intercâmbio sem nem percebermos acontece a troca. Ganha-se mais isso doa-se mais aquilo e vice versa o ciclo se retroalimenta sem perceber muitas vezes a troca que ocorre vivemos a vida. Achamos que demos demais disso ou daquilo ou recebemos demais disso ou daquilo. Não existe desequilíbrio na natureza. O desequilíbrio acontece só nas nossas mentes. O céu abraça a árvore. A árvore abraça o céu. A troca é recíproca instantaneamente. Nossas mentes que criam estórias irreais enquanto a realidade é que tudo tem o seu encaixe harmônico e exato. A dita "realidade" é o espelhar dos nossos quereres. São as nossas crenças se manifestando no dia a dia. Por isso faz-se necessário um expandir as nossas crenças. Absolutamente nada é impossível. Impossível é outro obstáculo que criamos para nos limitarmos. Não existe limites para uma mente que aprende a se expandir. Programar a mente por isso é tão importante. Programar para alcançar estados alterados de consciência cada vez mais altos caso queira expandir felicidade. Pois muito do aprendido, muitas das crenças do mundo podem ser somente programações mentais limitantes. E algo que aprendi é quem limita é a mente que mente - o espírito é ilimitado. Claro pé no chão é sempre bom, um passo de cada vez mas usualmente quem nos coloca para baixo é quem ainda não entendeu que a natureza é ilimitada podemos tudo quando nos dedicamos e fazemos as coisas com amor. O coração é ilimitado. Ele vai onde a mente não chega. Por isso repare o que é real é a pulsação no infinito. Do amor incondicional da mãe Terra, de Deus, do universo ou dê o nome que quiser. Um muito infinito dele está no coração de todos. Despertar o coração é tarefa para toda a vida. Despertemos. 



 

11 de maio de 2022

Palácio

Cá novamente respiro por aqui. Extraindo o essencial deste momento. O palácio. Vem um rei me sussurrar para programar a mente para o melhor que puder agora e no futuro. Faz um tempo que andamos nesse palácio sem perceber que estamos na verdade em uma nave espacial. Podemos escolher para onde queremos ou devemos voar ou podemos voar aleatoriamente para onde as poeiras cósmicas nos levarem. Durante um tempo a nave andava desgovernada, qualquer um podia dirigir sem saber para onde a levava. Hoje chegamos no ponto que aprendemos a dirigir a nave, ganhamos diploma de pilotos e agora é hora de fazer acontecer essa viagem. O planejamento pode ser um e a prática pode ser outra totalmente diferente mas se faz necessário em tal ponto planejar a rota. Onde queremos ir? O que é essencial para chegar lá? Levamos o que vamos nos nutrir ou vamos só com a roupa do corpo? Precisamos mesmo de roupas? Precisamos mesmo ir a algum lugar? Ou basta sermos? Queremos embarcar nessa viagem ou queremos pular da nave para dançarmos soltos no espaço? Perguntas que dão cordas para mais perguntas até percebermos que respirar é mais que suficiente. Claro uma viagem é bem vinda sim de vez em quando. Tudo isso para exemplificarmos a importância de dirigir nossos veículos da melhor forma que pudermos caso possamos. 


 

9 de maio de 2022

Rio

Toda vida é o percorrer de um rio inteiro. Do início até o fim. Por alguma razão nossas mentes muitas vezes se prendem em pequenos espaços de tempo deste todo. Esquecendo muitas vezes o todo do rio. Cada pedaço tem a sua beleza. Nenhum pedaço é mais ou menos rio que o rio inteiro. Embora as ilusões provoquem sensações diversas. Assim o tempo nos navega enquanto navegamos neste rio. Depois para o grande mar. 


 

4 de maio de 2022

Libero

 


Libero. Libero de dia, libero à tarde, libero à noite. Qualquer conceito, julgamento, preceito que não sirva mais. Libero. Deixo o tempo ser tempo na batida da dança cósmica de ser ele mesmo. O que o hoje trás é o que precisa ser no agora. Agora. Nas horas de início. No ritmo do essencial. Mais que perfeito. A música é agora o que jaz no coração. O que o observar trazer nos ouvidos ouvir no tato sentir. Agora. Vem e vai esse brilho de som. Vai e vem essa imagem que se apresenta. Sensações que vem e vão. Deixá-las ir. Deixá-las vir. É se aproximar do existir. Caso queira parar fechar os olhos descansar. Nasce então outras imagens na mente. Novos lares. Essas e aquelas imagens coexistem agora. O foco é onde o observador incide e derrama seus olhos, ouvidos, tato, olfato, intuição, atenção, percepção. Tanto faz onde for. Que onde ser seja. Simplesmente. 


3 de maio de 2022

Dançarinas dos Universos

 

Em dias felizes vejo as crianças brincando pelos universos ao fechar os olhos. Nessa brincadeira elas são dançarinas. Movimentam mundos, galáxias, buracos negros, sistemas solares e muito mais. Dançam. Uma dança de espalhar, espelhar, criar cores, movimentos, imagens e sons. Eu quase danço junto. Uma dança suave radiante. Em um tempo bem distante talvez lá esteja a dançar a dança onde tudo se cria na brincadeira de aprender a fazer arte com amor. 


Entrego

Entregue entrego. Não há muito o que fazer. Caso contrário o que teríamos sem entrega? Não sei mas me parece o caminho mais leve esse de entregar, deixar serem as coisas assim exatamente como são sem tanta resistência. Entregues. Resistir só se for por um motivo muito precioso. Aí sim resistir até o fim. Mas o controle não funciona o tempo todo. Nem sei se algum dia ele já funcionou. É a fluidez das coisas caminhantes que atingem algo mais. O que não funciona comigo é a expectativa. Quando acho que vou vivenciar algo assim ou assado vem a vida me mostrar o oposto. Demonstrando que o tal controle que achei que tinha não existe. As coisas não funcionam assim. Funcionam do jeito delas. E o trabalho afinal é apenas respeitar o ritmo do que se apresenta e do que desaparece. Respeitar profundamente. Abrir espaços onde vai a consciência para isso fechar alguns espaços outros e afinal usufruir dessa vista da vida. Observar o movimento das águas. Cada movimento mais precioso que o outro. Todos em suas preciosidades. Vívidos. Não existe controle. Existe a dança, a música, o observador, o fluxo da consciência de cada um e de todos em um. Infinitas são as possibilidades de vivenciar esse instante. Infinitas as interpretações de cada um para esse pequeno texto. Honre essa infinitude se puder, se faz sentido, se for capaz de mergulhar nessas águas profundas de corpo mente espírito.  

26 de abril de 2022

Poema na batida cósmica

deixo o agora me penetrar até o fim 

o amor vibra na batida cósmica

o coração acelera, a respiração se aprofunda

a poesia orgásmica solta seus desejos

e os devora com fome de versos impagáveis

inimagináveis néctares atingem o topo

da próxima nota a tocar toda a espinha dorsal

de baixo até ao alto viajam as essências do prazer

fechamos os olhos para sentir a grande viagem

o prana se derrama em todos os lados

se revela inteira o que com devoção a toca

a pequena semente de inspiração





22 de abril de 2022

Vazio

 Como não percebemos antes esse vazio que sempre esteve por aqui mas tentávamos cobri-lo com mil e uma coisinhas para a distração? O vazio existe, cá ele vibra, cá se encontra. Aquele banco desocupado. Aquela folha em branco. A carta não enviada. O buraco fundo cavado só para nos esconder da verdade. Tudo que ficou sem respostas. A grande ausência presente na vida. O vazio. A fome. O nada. O que faremos com ele agora? Talvez dancemos com ele, ao redor dele, além dele. Talvez choraremos com ele. Talvez criaremos outras coisas através dele. Preencher não é difícil. Temos infinitas opções. Difícil é olhar o vazio tal qual ele é. Vazio. Contemplar esse vazio sem a ânsia de tentar preenche-lo com superficialidades. Superficialidades que nem sempre são fáceis de reconhecer. E qual o limite e o deslimite das nossas futilidades? Onde para mim fará sentido até a futilidade? E se faz sentido para mim deixa de ser fútil o que talvez seja fútil para outros, para mim será essencial. Preencher talvez com amor. Então ficar cheio para depois esvaziar tudo o que for supérfluo. Encher de presença, de sorrisos, de belezas. Apesar de saber que o vazio sempre terá seu vazio. Sua parte triste. Sua parte vazia completamente. Onde será impossível preencher totalmente. Talvez rimos da cara dessa parte. Preenchemos com sorrisos eternos. Talvez sentir seja um caminho nem sempre fácil ou peguemos esse vazio para esfregar na cara das ilusões conscientes do papel de cada eco. Eco, eco, eco.




19 de abril de 2022

Unos

 Não existem palavras que irão consolar a nossa distância. A proximidade é sempre. Estamos um dentro do outro. Ilusão é pensar que estamos distantes. Te carrego em mim como me carregas em ti. Nos carregamos em todos os lados. Nos tornamos um ao outro na aceitação de sermos quem somos.  Palavras que nos distraem da verdade e da essência. Existe um silêncio além das palavras. Este pulsa infinito nos nossos corpos.

Quer sair da Matrix? Gosta de meditação e expansão de consciência? Fala inglês? VEM!


 

18 de abril de 2022

Poema no fluxo

 um sentimento perto do coração selvagem

atinge a questão inicial das entranhas

vibramos pela elevação

por isso é tão fácil adentrar esferas

tele transportar paraísos em um estalar de dedos

percorrer sonhos e despertar o caos 

aquele que ecoa nos cantos diminutos do ser

com profunda reverência e total respeito

com a intenção cristalina em ser à serviço de

saudamos o todo, agradecemos, dançamos no fluxo

unimos espaços fragmentados, damos as mãos

saímos de cena quando for a hora

sem apegos apenas partimos 

para onde o novo nos levar

levamos sorrisos e multiplicamos encontros

saudamos a chegada, a estada e a partida

naturalmente fluxo de amor





12 de abril de 2022

poema para virarmos sorrisos

lembremos de virarmos sorrisos quando não nos encontrarmos
lembremos de ativarmos as faíscas quando desencontrarmos
ainda que este sonho não exista aqui
lembremos de imaginar só os lumes espessos
da nossa feliz ausência
delirarmos nos cangotes as árias que não ouvimos 
enquanto não existimos
das modas e dos modilhos
dessa última vez que não nos beijamos
esqueçamos definitivamente que um dia não fomos
e declaremos amnésia o restante da vida 
ainda que por desamor o tempo desbaste
o esquecimento é a sombra da memória
doce, etérea e distraída 
é a sorte de nos desconhecer


11 de abril de 2022

Não tem poema aqui

não tem poema aqui
o poema corre lá fora
se envolve nas tentações do infinito
abraça inquietações
beija estranhos, entranhas e morde 
a boca do absurdo
ou seriam das mortes 
onde nascem os primórdios da linguagem
não tem poema aqui
o poema cavalga os olhares
dos vendavais até os portos solares 
enluarado feito coisa 
das entrelinhas do desassossego
o poema não está aqui 
não tem poema aqui
não tem nada aqui
em volta das nuvens ele mora
cansado, afogado, perdido
entre a garrafa jogada no espelho
e a vontade de sair correndo para a mama
ou para os braços do fim
não tem poema aqui
não tem nada aqui
não tem aqui











 

Poema futuro


que não importem os por menores

disto ou daquilo

que não importem inclusive 

pequenos grandes insultos

que só se faça presente 

o afeto, o carinho, o aconchego

não temos tempo para outros conflitos

estamos no primeiro tijolinho de amor

a dedicá-los àqueles que não fenecem

que guardam uma estrela no peito

capazes de girarem 

a darem voltas e meias de sorrisos

incompreensíveis indizíveis impossíveis

sóis na língua do tempo

no futuro beijo do passado 

presente particípio do infinito

Quero fazer um poema de amor

quero fazer um poema de amor
hoje ouvi que deveria ser livre
ontem ouvi que deveria ser feliz
anteontem me disseram para ser triste
semana passada falou um que deveria ser o caminho do meio
mês passado era outro que dizia para ser como uma faca e cortar tudo
ano passado disseram seja forte 
esse povo só sabe mandar serem os outros
e será que são?
ser é fluxo perdido de botão

*


 

1 de abril de 2022

Poema de deixar brotar a vida


sementes são jogadas diariamente 

por todos os lados 

para que cresçam, apareçam, floresçam

ainda assim há certa resistência 

na entrega da simplicidade de ser

ou talvez não haja e seja só essa mente

a procurar problemas pois tudo já é 

desaparecem resistências 

e a vida já pode fluir 

como se precisasse de permissão

não precisa

mas é bom lembrar de se entregar

caso seja esse o desejo de ser mais solto

para respirar maravilhas

e abrir espaços na poesia


31 de março de 2022

Poema de se perder

até as palavras podem virar vícios
que alucinam quem as escreve e quem as lê
caso exista um mecanismo de fuga
a fuga que também é encontro
para o prazer durar 
há que decodificar encantos
organizar as delicadezas no espaço
sorver cada beleza em seu tanto
até as palavras podem ser fatais
para uma mente que quer 
se entregar em verso e se perder 
não existirá volta
entretanto o efeito dura até o verso final
há quem queira prolongar o feitio
lambendo os lábios a cada sílaba

30 de março de 2022

Poema de soltar palavras

Solto as palavras hoje

em direção ao seu futuro.

O coração do mundo respira

e é possível sentir.

Do oco ao transbordar.

Tudo é possível sentir.

Inclusive o nada.

As grandes ilusões 

que nos fazem pequeninos.

O pequeno respirar gigante.

Podemos ser sóis neste poema.

Podemos ser linguagem

não de separação,

mas de encontro

e que o desencontro fique 

nas entrelinhas

que nada é absoluto.